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domingo, 31 de janeiro de 2010

São José e a hipótese do Transporte sobre trilhos



No Valeparaibano de hoje, lemos a seguinte notícia:

"Estudo elaborado por um grupo de especialistas do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) para a Prefeitura de São José dos Campos descarta a viabilidade, a médio prazo, de implantação de metrô de superfície no município, por falta de demanda de passageiros para esse meio de transporte.

O relatório técnico do trabalho sobre eventual implantação de um TRM (sistema de transporte rápido de massa) em São José foi entregue este mês à Secretaria Municipal de Transportes.

Uma das alternativas avaliadas foi a possibilidade de construção do metrô de superfície ou um sistema de transporte rápido de massa no terreno da rede de linhas de transmissão de energia elétrica que atravessa a cidade entre as regiões leste e sul, conhecida como 'linhão', que tem cerca de 22,5 quilômetros de extensão.

De acordo com a Secretaria de Transportes, o estudo aponta que seria inviável utilizar o terreno para um sistema TRM porque parte do seu traçado passa ao lado de bairros populosos, como Jardim Satélite e Parque Industrial, na zona sul, o que obrigaria a implantação de serviço complementar de transporte para o deslocamento da população até a malha do sistema.

SUGESTÕES - Entretanto, segundo a pasta, o estudo não descarta a possibilidade de utilização de parte dessa área para a implantação de corredor viário expresso para carros, desde que integrado ao anel viário.

Como alternativa para viabilizar um sistema TRM, os especialistas sugerem a construção de corredores expressos na malha viária existente, que comportariam um serviço operado por modais VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou VLP (Veículo Leve sobre Pneus).

Pela modelagem do estudo, esse sistema poderia ser implantado em corredores viários de bairros populosos como, por exemplo, nas avenidas Andrômeda e Bacabal, região sul, e JK, zona leste, segundo revelou o secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira, ao valeparaibano.

O secretário relatou que o VLP seria um modal interessante para um eventual sistema de TRM a médio prazo, em um horizonte de 15 anos.

"Os veículos teriam portas laterais nos dois lados e trafegariam em corredores centrais de avenidas largas em bairros de grande adensamento populacional", disse Ferreira.

METRÔ - "O relatório não indica qual seria o melhor sistema de transporte rápido de massa, mas aponta sugestões que precisam ser mais avaliadas e detalhadas", afirmou o titular da pasta de Transportes.

As propostas e sugestões do grupo resultaram de um convênio firmado pela administração municipal com o ITA em 2007, com a colaboração da Fundação Casimiro Montenegro Filho, que mantém cooperação com o instituto.

De acordo com o secretário de Transportes, o metrô de superfície foi descartado porque, além de ter um custo elevado de construção, em torno de R$ 300 milhões o quilômetro, não haveria demanda para esse meio de locomoção de massa.

Já o custo do quilômetro de um TRM com corredor para ônibus articulado e bi-articulado é de R$ 15 milhões. Para VLT, são R$ 50 milhões, segundo dados da pasta.

RAIO-X - Atualmente, o sistema de transporte urbano de São José atende em média a 5,8 milhões de passageiros por mês. O serviço possui três lotes operados pelas concessionárias Expresso Maringá e Julio Simões e pela permissionária Capital do Vale. O sistema é complementado pelo transporte alternativo, que possui 80 vans e transporta média 300 mil passageiros mensais."





Comentários:
O estudo parece desconsiderar que um transporte sobre trilhos como este é muito menos poluente que os ônibus. Os técnicos do ITA  propõem a criação de novas faixas de veículos, o que causará mais poluição à cidade. Sobre descartarem um trajeto cortando terreno da rede de linhas de transmissão de energia elétrica, seria apenas uma questão de elaborar outros traçados para o trem.


 Um exemplo de como  um transporte como este poderia ser benéfico: quem estuda na Univap, na Urbanova, sofre muito com os ônibus que saem daquele bairro para o centro. São poucos os ônibus e no horário da saída, sempre estão lotados. Existem apenas duas opões para o estudante: ou vai de Van, pagando cerca de 100 reais por mês ou pega um ônibus lotado na ida e na volta. Um transporte sob trilhos passando naquela região teria demanda na certa. 


Falando em demanda, me parece óbvio que se um metrô de superfície como este tivesse um traçado arrojado, com várias linhas cruzando a cidade, obviamente teria demanda, "roubando" passageiros dos ônibus. Uma prefeitura rica como a de São José poderia ser ousada, subsidiando   o valor da passagem (assim com a prefeitura da capital faz com o metrô), estimulando seu uso e retirando muitos carros das ruas. O projeto do Veículo Leve sobre Pneus também não deve ser abandonado.
A prefeitura deve encomendar estudos similares à outras empresas, mesmo que sejam de fora da cidade.


Interessante projeto de VLP





sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Útimas palavras de ateus e “ateus”




As mentiras que os religiosos divulgam na Internet somam um número assombroso! Mas, aqui derrumabremos todas as bobagens que os religiosos costumam divulgar por email, fóruns da internet, comunidades do Orkut, Power Points, sites, etc. no tocante a últimas palavras de pessoas que não professavam a religião mágica do Grão Cavaleiro do Burrico. Já pra preparar o vosso apetite, diremos um segredinho: Nem todos eram ateus…! Hehehehe
De início, fica a pergunta: Por que divulgar mortes trágicas de pessoas que não acreditam no Cristianismo? Simples: propaganda! É um recurso bastante utilizado por eles, religiosos, para infundir o medo nas pessoas, ou convencê-las da necessidade de uma crença em seres imaginários, de que precisam adorar um deus ou um jóquei de jegue para que não sejam punidos por pensar, raciocinar, blasfemar, duvidar, criticar, etc. Sobre o motivo de uma crença, recomendamos que leiam o artigo “A necessidade de uma crença“.
Vamos analisar, então, as Famosas Últimas (e falsas) Palavras dos “Ateus”.
VOLTAIRE, o famoso zombador, teve um fim terrível. Sua enfermeira conta: “Por todo o dinheiro da Europa, não quero mais ver um incrédulo morrer!” Durante toda a noite ele gritou por perdão.
François-Marie Arouet (21 de novembro de 1694 – 30 de maio de 1778), mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio.
Voltaire foi um escritor prolífico, e produziu obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos.
Ele foi um defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele freqüentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo.
Voltaire não aceitava o dogma do pecado original e a doutrina crista segundo a qual o deus cristão “deixou” o homem livre para escolher entre o bem e o mal, a fim de “testar” a sua alma. E lutou a vida toda pela Justiça, que para ele, dependia da liberdade intelectual de pensamento. E também, criticou a fé e pregava que o homem deveria resolver seus próprios problemas, pela esperança de uma sociedade melhor e pelo amor ao semelhante. E Voltaire acreditava na existência de um deus. É de sua autoria a frase “Se Deus não existisse teria de ser inventado“, constante no Dicionário Filosófico. Voltaire não era ateu e muito menos agnóstico. Voltaire era deísta, tal como Einstein.
Voltaire foi um dentre muitas figuras do Iluminismo (juntamente com John Locke e Thomas Hobbes) cujas obras e idéias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana. As últimas palavras de Voltaire, na verdade, foram estas:
“Pelo amor de Deus, deixem-me morrer em paz !”
Mas, também existem histórias apócrifas que ele estava entre um padre e um missionário protestante e pediu que ambos se pusessem um de cada lado dele porque ele queria morrer como Jesus. Quando os dois estavam posicionados, ele riu e disse “agora sim, posso morrer entre dois ladrões“, ou ainda a história (também apócrifa) que um padre estava tentando convertê-lo ainda no leito de morte e ele disse: “meu caro, lamento, mas não é hora de fazermos novos amigos“. Claro que nada disso ocorreu, porque Voltaire foi enterrado em segredo, porque senão ele não teria recebido permissão de ser enterrado num cemitério de Paris.
Quanto à enfermeira, não há citação ao nome dessa suposta “enfermeira” que “relatou” as últimas palavras de Voltaire. Não há nenhuma menção a isso, em toda e qualquer biografia oficial de Voltaire, como a que foi escrita por André Maurois. Isso só existe em sites religiosos. Não há nem mesmo menção à causa do “fim terrível”, simplesmente porque Voltaire morreu aos 83 anos de idade.
Assim, temos: Voltaire não era ateu e muito menos teve um final horrendo. De qualquer forma, eu nunca vi o que pode ser chamada de “morte bonita”. Você viu?
Myth Busted !


DAVID HUME, o ateu gritou: “Estou nas chamas!”
Na verdade, não se sabe se David Hume era ateu, se possuía alguma crença. Para alguns, era ateu. Para outros, era um agnóstico.
Hume não acreditava em milagres porque nunca havia visto um, isso significa alguma coisa? Se eu contar para um hinduísta que Jesus fez milagres ele acreditará? Então hindus são ateus, né? Ah, bem… Para cristãos, quem não acredita em Jesus é ateu e ponto final.
De qualquer forma, não há indicação de que Hume afirmasse que eles não existiam. De acordo com ele, a origem da religião é o sentimento, assim como a da moral. É temperando o lado prático, sentimento, temor e esperança, que criamos a fé e os deuses. Moralmente aceitos, os princípios céticos são os mais úteis e agradáveis para a maioria. As verdades morais não são eternas. Hume coloca questão do que é o bem para o homem. Sua teoria moral tem um tom altruístico.
Em algumas passagens de suas obras, Hume fala de um Ser supremo, bondoso, justo e severo, senhor da mão natureza. Fonte: Hume vida e obra
Alem disso, não há citação em sua biografia essas ultimas palavras que os religiosos adoram citar. Não há nenhuma fonte confiável, não há datas, não há testemunhas, não há nomes, não há citação do local, nada de nada. Apenas outra mentira religiosa.


HEINRICH HEINE, o grande zombador, arrependeu-se posteriormente. Ao final de sua vida, ele ainda escreveu a poesia: “Destruída está a velha lira, na Rocha que se chama Cristo! A lira que para a má comemoração, era movimentada pelo inimigo mal. A lira que soava para a rebelião que cantava dúvidas, zombarias e apostasias. Senhor, Senhor eu me ajoelho, perdoa, perdoa as minhas canções!”
É interessante saber que Heinrich Heine nunca foi ateu. Na verdade era judeu, que se converteu ao cristianismo luteranista depois. Foi um grande poeta de seu tempo e um crítico mordaz da religião (bem, não só da religião, mas de tudo). A famosa expressão que qualifica a religião como “ópio do povo” - expressão posteriormente usada por Marx na Crítica da filosofia hegeliana do direito (1844) havia sido adiantada por Heine. Em sua obra Ludwig Börne (1840), Heine, com sua ironia peculiar, escreve:
Bendita seja uma religião, que derrama no amargo cálice da humanidade sofredora algumas doces e soporíferas gotas de ópio espiritual, algumas gotas de amor, fé e esperança.
Esse seu estilo irônico valeu-lhe a censura e vários problemas de recepção na Alemanha. Seus livros foram banidos pela censura alemã, juntamente com as obra de outros autores tidos como associados ao movimento da Jovem Alemanha de 1835. Sobre esse aspecto, seria profético: “Aqueles que queimam livros, acabam cedo ou tarde por queimar homens” (Almansor, 1821)
Ele morreu de sifilis, aos 44 anos de idade, em Paris. E daí? Muitos religiosos morrem se arrependendo, gritando pelos seus deuses, aceitando um Jesus qualquer, escrevendo e dizendo as suas famosas ultimas palavras. E só visitar qualquer hospital público no Brasil.


De NAPOLEÃO escreveu a seu médico particular: “O imperador morre solitário e abandonado. Sua luta de morte é terrível”
Mais uma vez, essa frase só consta em sites religiosos. Não consta na biografia oficial de Napoleão, escrita por inúmeros historiadores. Não se cita o nome do médico particular, não há a data dessa carta, não há copias gráficas para serem vistas pela internet, nada de nada. Qualquer um pode consultar a biografia oficial de Napoleão, esta em qualquer livraria ou biblioteca como esta AQUI.
Além do mais, o que essa frase tem a ver com o ateísmo ? Praticamente nada. E mesmo que a frase fosse verdadeira, referia-se às derrotas que obteve nos últimos anos, principalmente na Batalha de Waterloo e o seu exílio em Santa Helena. Napoleão jamais se declarou ateu. Ele próprio reconhecia o catolicismo, apoiava-o, e declarou em certa ocasião:“Uma sociedade sem religião é como um navio sem bússola”. É conhecida a sua aversão à hegemonia da Igreja Católica nos assuntos políticos, assim como ele sabia do caráter controlador da religião ao afirmar: “A religião é o que impede o pobre de matar o rico“.
Em 1955, surgiram documentos em que Napoleão era descrito meses antes de sua morte, pensando muitos que morto por envenenamento com arsênio. O arsênio era usado antigamente como um veneno indetectável se aplicado a longo prazo.
Em 2001, um estudo de Pascal Kintz, do Instituto Forense de Estrasburgo, na França, adicionou crença a esta possibilidade com um estudo de um pedaço de cabelo preservado de Napoleão após sua morte: os níveis de arsênio encontrados em seu pedaço de cabelo eram de 7 a 38 vezes maiores do que o normal.
Cortar pedaços do cabelo em pequenos segmentos e analisar cada segmento oferece um histograma da concentração de arsênio no corpo. A análise do cabelo de Napoleão sugere que doses altas, mas não-letais foram absorvidas em intervalos aleatórios. O arsênio enfraqueceu Napoleão e permaneceu em seu sistema. Lá, poderia ter reagido com mercúrio e outros elementos comuns em remédios da época, sendo a causa imediata de sua morte.
Outros estudos também revelaram altas quantidades de arsênio presentes em outras amostras de cabelo de Napoleão tiradas em 1805, 1814 e 1821. Ivan Ricordel (chefe de toxicologia da Polícia de Paris), declarou que se arsênio tivesse sido a causa da morte, ele teria morrido anos antes. Arsênio também era usado na época em papel de parede, como um pigmento verde, e até mesmo em alguns remédios, e os pesquisadores sugeriram que a fonte mais provável de todo este arsênio seja um tônico para cabelo. Antes da descoberta dos antibióticos, o arsênio fazia parte de um composto químico usado sem muito efeito no tratamento da sífilis, levando à especulação de que Napoleão poderia estar sofrendo de sífilis, uma doença venérea muito comum naquela época.
Foi assim que ele morreu. Ao contrário do que os religiosos gostariam que tivesse morrido. E Napoleão foi um importantíssimo personagem histórico que mudou o Ocidente como o conhecemos e se duvidam disso, pensem o seguinte: D. João VI só veio aqui para o Brasil, desenvolvendo a colônia, por ter sido ameaçado por Napoleão. Alguém aqui acha que D. Pedro I sairia de Portugal e viria aqui declarar uma “independência”? Quem estuda, sabe. Quem não estuda, crê em qualquer lorota que lhe contem.


NIETZSCHE: “Se realmente existe um Deus Vivo, sou o mais miserável dos homens”
Nietzsche e seu imenso bigode é um dos alvos principais dos religiosos. E isso só porque ele declarou que “Deus estava morto“. Se religiosos parassem de ler versículos isolados da Bíblia e estudassem mais, saberiam que Nietzsche estava falando da religião como era conhecida na época. Examinando as ações do catolicismo e do advento do neo-pentecostalismo, vemos que ele não estava errado.
Quanto à alegada frase, não é estranho que ela só aparece em sites religiosos e amplamente divulgada em historinhas da morte de “ateus” ? Se for feita uma pesquisa séria no Google, veremos que tal frase não aparece em nenhum site sério (tradução: sites não-religiosos). Ela não aparece em biografias oficiais, resumos, etc. Por que será? Tal frase não está registrada em nenhuma de suas obras, não há testemunhas que dêem credibilidade, não há nada escrito, não há documentos, não há data ou local onde foi proferida. Mas, é claro que os religiosos não sabem disso. Eles não leram integralmente nem seu livro religioso, que dirá outras obras.
Nietzsche morreu devido a uma paralisia progressiva, causada pela sífilis. Na época em que viveu, a sífilis era uma doença incurável, para o qual não haviam tratamentos (e não foi Deus quem resolveu o problema e sim cientistas como Fleming). Esta doença produz danos mentais irreversíveis. Esta doença ataca também os religiosos. É só ver quantos religiosos morreram com demência mental, causada por ela inclusive papas como Júlio II, que foi quem deu a realização da Capela Sistina a Michelângelo, e não foi só ele, não é mesmo, Rodrigo Bórgia? Então qual a diferença? Nenhuma!


LÊNIN morreu em confusão mental. Ele pediu pelo perdão de seus pecados a mesas e cadeiras.
Na verdade, Lênin morreu de sífilis também. Essa doença, em seus estágios mais avançados, provoca irreversíveis danos mentais, além de alterações gravíssimas em sua personalidade (aprenda sobre sífilis AQUI). Em seus últimos anos de vida, depois de sofrer vários derrames, o tornou incapaz de falar, escrever e fazer operações matemáticas simples.
Então, como ele poderia “pedir perdão” a mesas e cadeiras, se era incapaz de falar? E a população JAMAIS soube de seu real estado de saúde, até que os arquivos russos foram abertos recentemente para consulta pública, e esses arquivos revelam uma história completamente diferente àquelas que os religiosos divulgam.
Uma vez mais, os religiosos mentem. Não são capazes de citar as fontes para as suas alegações, datas, local, nem os nomes das testemunhas que o “viram clamar a cadeiras e mesas”. E nem poderiam, já que os arquivos russos só foram divulgados há poucos anos atrás. Não é mesmo? Chicão de Assis falando com animais é uma obra de Deus. Lênin dando bom dia à cadeira é coisa do demo. hehehehe Só podemos rir, não é?
Uma fonte simples, para uma leitura rápida, já que os religiosos são preguiçosos demais para ler um texto com mais de 5 parágrafos:


SINOWYEW, o presidente da Internacional Comunista, que foi fuzilado por Stálin: “Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Deus”.
Outra mentira religiosa. Pesquisando-se no Google pelo nome dessa personalidade, aparecem apenas 31 resultados. Isso mesmo, 31 resultados. E todos localizados em sites religiosos. Pesquisando-se os nomes dos presidentes da Internacional Comunista, não consta o nome dessa pessoa. Uma pesquisa mais acurada não encontrou o nome de Sinowyew. A lista completa dos presidentes encontra-se abaixo neste LINK:
Que vergonha para vocês, religiosos….!


YAGODA, chefe da polícia secreta russa: “Deve existir um Deus, Ele me castiga por meus pecados”.
Genrikh Grigor’evich Yagoda, na verdade era judeu, nascido em uma família judia, e ele jamais se declarou ateu. Não há nada na biografia dessa personalidade onde constasse tal declaração. Tudo o que há é apenas a sua colaboração com o regime soviético, em particular para Stalin. Na obra The Secret History of Stalin’s Crimes, de Alexander Orlov, escrita em 1953, no capitulo “Yagoda em sua Prisão”, há a seguinte passagem:
De Stalin eu não esperava nada, pelo meu fiel serviço. Mas de Deus, eu espero os mais severos castigos por ter violado milhares de vezes os seus mandamentos.”


YAROSLAWSKI, presidente do movimento internacional dos ATEUS: Por favor queimem todos os meus livros. Vejam o santo Ele espera por mim”.
Presidente DO QUÊ ? Nunca existiu o chamado “Movimento Internacional dos Ateus”, é uma invenção dos religiosos! Podem procurar à vontade. Se houvesse um movimento desses, estaria amplamente difundido pela Internet, com sede social, com carteirinha de membros, reuniões anuais, publicação de revistas com artigos ateístas, personalidades atéias divulgando o movimento, e sendo exaustivamente combatido pelos religiosos no dia a dia. Se não acreditam, vão no site de Richard Dawkins, um dos mais intensos ativistas pelos direitos dos ateus e veja se ele tem algum link ou fala alguma palavra a respeito dessa pseudo-entidade. E ainda por cima, o individuo chamado Yaroslawski nunca existiu também. Se existisse, haveria uma biografia citando o seu nome completo, local de nascimento, a relação de seus “livros” publicados. Em todos os portais das livrarias (Amazon, Saraiva, Submarino, Tinta da China, etc) não há nenhuma citação a esta pessoa.


CESARE BORGIA, um estadista: “Tomei providências para tudo no decorrer de minha vida, somente não para a morte e agora tenho que morrer completamente despreparado.”
Uma pesquisa revelou que essa frase só aparece em 5 resultados no Google, e todas elas em sites religiosos no Brasil.
Como a maioria dos segundos filhos da nobreza italiana, César foi educado em seus primeiros anos para se tornar um homem da Igreja, como seu pai. Indubitavelmente seu caráter não era de um religioso. Como o pai, César foi um sensual, e suas ligações femininas são amplamente reconhecidas desde sua adolescência. Foi apontado como amante de sua irmã Lucrécia Bórgia, embora tal informação não possua grandes confirmações.
Abandona a carreira eclesiástica (para a qual tinha pouco gosto), utilizando como justificativa o assassinato do irmão João, o qual deveria substituir nos assuntos temporais (João era capitão das forças militares do papado). Feito Duque Valentino em 1498 pelo rei Luís XII de França, que queria um papa aliado, César Bórgia era contemporâneo do escritor Nicolau Maquiavel, tendo servido de modelo para o autor em sua obra O Príncipe, dedicado a Lourenço de Médici. Calculista e violento, Bórgia tentou – com o apoio do pai – constituir um principado na Romanha em 1501.
No dia 31 de dezembro de 1502, para se livrar de seus inimigos (entre eles, Oliverotto de Fermo), convidou-os para seu palácio de Senigallia, depois aprisionou-os e assassinou-os. Após a morte de seu pai, foi encarcerado sucessivamente pelo Papa Júlio II e pelo rei de Castela. Escapando daquele reino, serviu como soldado no exército de Navarra (que tinha por rei o cunhado de César), e morreu aos trinta e um anos, no ano de 1507, em Viana, na Espanha.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Moradores de Núcleo Congelado do Banhado pedem regularização







Jd. Nova Esperança: Ruas não são asfaltadas e falta de saneamento básico 



O nome do bairro é sugestivo: Jardim Nova Esperança. Com cerca de 1000 moradores, o bairro é um núcleo congelado pela prefeitura desde 2002, o que significa que novas moradias não podem ser construídas.
As ruas não possuem asfalto e o esgoto corre a céu aberto. A maioria das moradias são barracos, e as casas que ali existem são extremamente simples.
A prefeitura de São José fiscaliza o bairro diariamente, coibindo qualquer tentativa de novas construções.

Vista do Banhado: Do alto, sem problemas




Segundo Orildo de Sá da Silva, líder da associação de moradores do bairro e morador do local há 30 anos, o governo municipal não propõe nenhuma melhoria para o local e não pensa nas pessoas que moram no bairro. “A gente vê fotos do Banhado como cartão-postal por toda a cidade, mas a maior parte da população de São José  não vê o abandono que está isto aqui. São feitas reuniões quase que semanais com a Secretaria de Habitação, mas nada é resolvido.” Para ele, existem duas alternativas: ou a prefeitura regulariza  a situação das casas já existentes e realiza obras de urbanização no bairro ou transfere os moradores para algum conjunto habitacional.
Apesar da Secretaria de Habitação prometer aos moradores que eles podem continuar ali, Orildo desconfia. “Agora vão construir a Via Norte. Tenho receio que utilizem isto como pretexto para nos expulsarem daqui”.


(Esta matéria eu fiz em 2008, na Faculdade.)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

É por ti, Fogo!


Precisou aparecer um são-paulino lúcido, para refutar as besteiras que alguns palhaços de plantão falaram contra o Botafogo, após a lamentável derrota para o Vasco no último domingo>


Rica Perrone

Noventa minutos pode parecer muita coisa, principalmente se neles o seu time é humilhado. Em noventa minutos o seu ego vai ao chão ou ao céu, afinal de contas, é o “seu” time, é a “sua” camisa, a “sua vitória e a “sua” derrota. Isso faz do futebol especial.
Mas, perto de 100 anos, noventa minutos se tornam absolutamente nada. Infelizmente hoje em dia a história vale os 90 minutos para muitos torcedores e parte da mídia. Mas não é assim, nunca será. O que aconteceu no Engenhão domingo não reflete o “fim dos tempos”, nem sequer justifica a atitude desesperada e imbecil daquele torcedor.
O Botafogo é um dos mais importantes clubes da história deste país. E isso nenhuma goleada vai mudar.
Claro, dói. Eu sei que dói. O meu já tomou de 7 do mesmo Vasco, e pior, da Portuguesa.
Eu só não aceito o oportunismo de usar uma semana ruim para tentar desmerecer ou destruir uma história. Pois amanhã, se o Botafogo for campeão brasileiro, os mesmos que hoje insinuam o “time pequeno” estarão exaltando a história e a grandeza do Fogão.
Incoerencia faz parte do futebol. O erro grotesco do torcedor ao queimar o manto sagrado de um clube não se justifica de forma alguma. Porém, é capaz de se perdoar.
Ele é um senhor. Viu tudo que o Botafogo teve de melhor, e de repente não consegue mostrar aos seus filhos o tal “super Botafogo” que tanto exaltou. É complicado, absurdo, mas compreensivel.
Ao menos, pediu desculpas. Notou seu erro.
O problema é que ele queimou a camisa e todos viram. O que me preocupa são os que queimam o clube dentro de si, o que é bem pior.
Esquece a derrota pro Vasco, foi só mais um jogo em cem anos de história.
Dizem que o Botafogo está diminuindo, se tornando pequeno.
E eu digo, sem medo algum de estar errado: Jamais!
Bato nessa tecla até o último dia da minha vida. Nos 12 grandes, ninguém mexe. E o Botafogo é um deles.
Com mais torcida que Liverpool e Arsenal, o time tem valor comercial. Basta uma administração competente e ambiciosa a médio prazo que tudo se resolve.
É impossível o São Caetano se tornar gigante, porque sem torcedores você não é nada. Tão impossível quanto imaginar que o clube que fez frente ao Santos de Pelé um dia terá sua historia diminuida ou apagada.
“Mas só tem um Brasileiro”, dizem.
E desde quando o mundo começou em 1971?
Time grande tem essa vantagem. Com camisa, se vai longe em pouco tempo.
Basta uma administração competente, um time montado e 2 anos de projeto. O Botafogo pode ir ao Mundial de Clubes que ninguém vai achar absurdo. E isso se chama grandeza.
Para um pequeno conseguir isso, precisa de alguem pagando tudo por trás, sorte, um baita time e a certeza de que amanhã, quando acabar o investimento, volta a ser pequeno. Ao contrário do Botafogo, que pode passar mais 30 anos perdendo tudo, não deixará de ser grande.
Como um dia me disse, brilhantemente, Pedro Bial: “O que são 100 anos pro Fluminense?”.
O mesmo se aplica ao Botafogo.
Sua torcida, estimada em mais de 3 milhões, está cansada. E qualquer um cansa ao ver um gigante se portar como um qualquer durante anos. Mas, são fases. O que são os últimos 20 anos para o Botafogo?
Quando você abre a boca pra falar sobre a história do futebol brasileiro em sua formação, o maior do mundo, você passa obrigatoriamente pelo Botafogo. Mas, note, curiosamente, não passa pelo clube que hoje mais vence no país, o SPFC.
Isso não diminui o Tricolor, nem o Botafogo.
São fases, e estamos apenas encerrando o primeiro centenário deste ciclo.
Hoje lá em cima, amanhã lá em baixo, e assim segue o futebol.
Vai chover gente dizendo: “Não ganha nada!”, “Não tem CT”, “Não é grande”, etc, etc, etc.
O SPFC, até 1989, não tinha nada também. Estava na “série B” do estadual. E hoje é o que é.
O Flamengo, até 2009, vivia esperando o Brasileirão que nunca vinha. Devia, brigava pra não cair. Hoje é o campeão, mais falado do país e novamente o de maior exposição nacional.
O Palmeiras ficou 20 anos na fila. Depois ganhou tudo, foi a Toquio.
O Corinthians ficou 20 anos na fila. E ganhou tudo.
Vinte ou trinta anos não representam uma história completa, mas sim uma fase dela.
O Botafogo está, há anos, em baixa. Isso é fato.
O que, no meu entender, e acho que no dos 3 milhões de torcedores do clube também, não diminui em nada o tamanho e a importancia deste gigante do futebol brasileiro.
Dias melhores virão. Hoje ou daqui 20 anos, virão.
Estejam certos disso, e jamais ousem rabiscar algumas das mais belas páginas da história do nosso futebol em virtude de tropeços e fases ruins.

Dica de filme: The Man From Earth





Um filme para ser bom não precisa ter cenários suntuosos, uma grande produção ou atores de primeira linha. Precisa, antes de tudo, de uma boa história. Isto, "The man from Earth ("O homem da Terra") tem de sobra. A história é sobre John Oldman, professor de história que está indo embora da cidade e recebe os seus melhores amigos do trabalho em casa, para uma despedida. Nisto ele resolve contar a verdade: possui 14 mil anos e precisa se mudar a cada 10 anos, quando as pessoas começam a perceber que ele não envelhece. Obviamente, a princípio todos duvidam, mas sua argumentação é bastante consistente. Assuntos como religião, biologia e ceticismo sustentam a história, com citações bem coerentes dentro de vários campos do conhecimento. Vale a pena assistir.

Kraftwerk: The Telephone calls

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Bertrand Russell- Ensaios Céticos




Brindo hoje os leitores deste blog com alguns trechos de um dos meus livros favoritos de Bertrand Russell.
Filósofo e ganhador do prêmio nobel, ele coloca no chinelo muitos ditos "escritores" que vemos por aí.

Vamos aos trechos:

Edição Prêmios Nobel de Literatura. Editora Opera Mundi, 1970.

II - Sonhos e fatos.

II -

[...] Há duas maneiras de corrigir nossas crenças naturais: o contato com o fato, como quando confundimos fungo venenoso e um cogumelo e sofremos as conseqüências; e quando nossas crenças colidem, não diretamente com o fato objetivo, mas com as crenças contrárias de outros homens. [...]
(pág. 71).

            Muitos podem afirmar que, mesmo que os sistemas inventados pelos homens sejam falsos, são inofensivos e consoladores, e não deveriam ser perturbados. O caso é que não são inofensivos, e que o consolo que propiciam é pago bem caro pelo sofrimento inevitável que levam os homens a tolerar. [...]
(pág. 75).

            À parte todos os argumentos utilitários, a busca da felicidade que se baseia em crenças falsas não é nem muito nobre nem muito gloriosa. Há uma crua alegria na percepção destemida de nosso verdadeiro lugar no mundo e um drama mais vívido do que é possível aos que se ocultam atrás das mulharas do mito. Há "mares procelosos" no mundo do pensamento que só podem ser singrados por quem esteja disposto a enfrentar sua incapacidade física. Acima de tudo, a liberdade da tirania do Medo, que obumbra a luz do dia e mantém os homens rastejantes e cruéis. Não se liberta do medo o homem que não ousa enxergar o seu verdadeiro lugar no mundo; nenhum homem pode alcançar a grandeza de que é capaz antes de se permitir ver a própria pequenez.
(pág. 75-76).

XII - O pensamento livre e a propaganda oficial

[...]
            William James costumava pregar o "desejo de crer". De minha parte, desejaria pregar o "desejo de duvidar". Nenhuma de nossas crenças é completamente verdadeira; todas têm pelo menos um vestígio de erro e imprecisão. São bem conhecidos os métodos de aumentar a dose de verdade de nossas crenças; consistem em ouvir todos os lados, procurar verificar todos os fatos relevantes, controlar nossa própria inclinação por meio da discussão com pessoas que têm tendência oposta e cultivar a disposição de abandonar qualquer hipótese que se demonstre inadequada. Estes são os métodos praticados pela ciência e que criaram os cabedais do conhecimento científico. Todo homem de ciência, que tenha atitude verdadeiramente científica, está disposto a admitir que o que passa por conhecimento científico num momento com certeza exige correção, à medida que progridem os descobrimentos; não obstante, é suficientemente próximo da verdade para servir a fins práticos. Na ciência, único campo em que se encontra algo parecido com o conhecimento genuíno, a atitude do homem é tentativa e cheia de dúvida.
(pág. 182).

            Tivemos em anos recentes o bilhante exemplo da têmpera de um espírito científico na teoria da relatividade e sua recepção pelo mundo. Einstein, um pacifista judeu-suíço-alemão, foi nomeado para uma cadeira de pesquisas pelo governo alemão, no princípio da guerra; suas predições foram verificadas por uma expedição inglesa que observou o eclipse de 1919, logo depois do Armistício. Sua teoria sacode todo o arcabouço da física teórica tradicional; faz quase tanto dano à dinâmica ortodoxa quando Darwin à Gênese. No entanto, em toda parte dos físicos demonstraram completa disposição de aceitar sua teoria assim que as provas pareceram favoráveis. Mas nenhum deles, e muito menos Einstein, proclamaria ter dito a última palavra. Ele não construiu um monumento de dogma infalível a desafiar os séculos. Há dificuldades que ele não sabe resolver; suas doutrinas terão de ser modificadas por sua vez, como alteraram as Newton. Esta receptividade crítica adogmática é a verdadeira atitude da ciência.
(pág. 183).

[...] Por fim, a verdade ou a falsidade da doutrina seria decidida no campo de batalha, sem se coligir quaisquer provas contra ou a favor. Este método é a conseqüência lógica do desejo de acreditar, de William James.
            O de que precisamos não é do desejo de acreditar, mas a vontade de descobrir, que é exatamente o contrário.
            Se se admite a desejabilidade da dúvida racional, torna-se importante indagar como veio a disseminar-se no mundo tanta certeza irracional. Grande parte dela é devida à irracionalidade inerente e à credulidade da natureza humana comum. Mas esta semente do pecado original intelectual é nutrida e tutelada por outros agentes, entre os quais três se destacam, a saber, ensino, propaganda e pressão econômica. [...]
(pág. 183-184).

XIV - A liberdade em face da autoridade no ensino

[...] A verdade cabe aos deuses; do nosso ponto de vista humano, é um ideal, do qual nos podemos aproximar, mas que não podemos esperar atingir. A educação deve preparar-nos para a maior aproximação possível da verdade, e para isto precisamos ensinar a lealdade. No meu entender, lealdade é o hábito de formar nossas opiniões pelas provas e mantê-las com o grau de convicção que a prova permite. Este grau jamais atingirá a certeza completa, e devemos portanto estar sempre sempre dispostos a admitir novas provas contra crenças anteriores. Além disso, quando agimos sob impulso de uma crença, devemos, se possível, fazer o que for útil, mesmo que a nossa crença seja mais ou menos inexata; devemos evitar atos que seriam desastrosos, não sendo a nossa crença absolutamente verdadeira. Em ciência, o observador anuncia os seus resultados juntamente com o "erro provável"; mas quem já ouviu falar de um teólogo ou político mencionar o erro provável dos seus dogmas, ou mesmo admitir que o seu erro seja concebível? Isto porque em ciência onde mais nos aproximamos do conhecimento real, o homem pode confiar tranqüilamente na fortaleza do seu caso, enquanto que, onde nada se sabe, a asserção tonitruante e o hipnotismo são os meios costumeiros de levar os outros a partilhar de nossa crença. Se os fundamentalistas achassem que tinham bons argumentos contra a evolução, eles não tornariam ilegal o seu ensino.
(pág. 220-221).