Pesquisar este blog

quarta-feira, 31 de março de 2010

Está na hora de banirmos a publicidade do álcool







Os dados são claros: O álcool é responsável por boa parte dos acidentes de trânsito no Brasil e no mundo, além de outras doenças que matam lentamente. No Brasil, a farra das propagandas de bebidas ultrapassam todos os limites do bom-senso. Há um argumento simples para pensarmos na proibição do anúncio do álcool: Se já está proibida a propaganda do cigarro, porque não acabar com a publicidade de mais esta droga?

 Vamos encarar os fatos: Em nosso país jogadores de futebol, com a cara mais patética possível, aparecem promovendo o álcool, como se fossem vencedores por causa da cerveja A ou B. Belas mulheres aparecem com a bebida, transmitindo a imagem inconsciente de que se o consumidor tomar determinada bebida, vai conquistá-las.Anúncios de cigarro usavam os mesmos argumentos e foram banidos do mercado publicitário.
Retirando estas propagandas, provavelmente muitos jovens vão deixar de seguir os apelos patéticos das propagandas de álcool e talvez estas estatísticas lamentáveis sobre mortes de trânsito mudem um pouco, com menos jovens sendo convencidos pela propaganda mentirosa e que vem com uma sacola de ilusões.

Também está na hora da lei ser mais rígida com quem for pego dirigindo alcoolizado. Atualmente, a maioria das pessoas que são pegas em flagrante respondem em liberdade. Ou seja, o sujeito mata e dificilmente o peso da lei recai como deveria sobre este criminoso.
Casos como este são revoltantes:
"Quatro anos de detenção, em regime aberto, e a suspensão da habilitação é a pena aplicada pela Justiça do Rio ao estudante Ioannis Amora Papareskos que, no dia 26 de junho de 2005, por volta das 6h, perdeu o controle da sua picape e matou uma pessoa."

Até quando a lei deixará que criminosos que causam cenas assim fiquem impunes?

É mais do que justo que quem dirige alcoolizado seja condenado à prisão, e mais: que o Brasil tenha prisão perpétua, para casos de pura e simples covardia como estes.

Descriminalizar a maconha é crime contra a saúde pública

Anthony Wong, toxicologista do HC, concorda com a opinião da psiquiatra mexicana Nora Volkow, que em reportagem feita pela revista Veja, afirmou que não há drogas inofensivas e achar que a maconha não causa danos é um erro.
Veja aqui.

Eleições 2010: O que você pode fazer para desconstruir o banditismo digital




Seguindo a boa política do Vi o Mundo de prestar consultoria gratuita em campanhas eleitorais, vamos abordar um pouco a atuação dos trolls na rede e como a bandidagem digital utiliza suas práticas para impregnar o debate político, atrapalhando o fluxo das boas idéias que podem elevar a discussão democrática no país.
O troll digital está sempre pronto para desestabilizar o debate. Seu único objetivo é confundir e impedir que uma discussão flua naturalmente, utilizando argumentos com baixa credibilidade e, ao final, apelando para a verborragia e ofensa. A tática do troll, quase sempre, é começar “testando hipóteses” para sentir a lista de discussão (ou comentários). Em época eleitoral, a prática é a mesma, muitas vezes remunerada, alterando somente o fim da ação para a ofensa a um candidato ou as idéias que este defende perante seu provável eleitorado.
A apelido troll, dado aos difamadores da rede, é baseado nas personagens do folclore escandinavo, conforme nos ensina a Wikipedia. São humanóides pouco inteligentes que não vivem em bandos, agressivos e temidos pelo domínio da arte da ilusão.
Durante o processo eleitoral as atividades dos trolls profissionais vão além da interferência nos debates. Dentre suas atribuições momentâneas estão a redação de e-mails falsos atribuídos a jornalistas, a disseminação destes e-mails, a criação de perfis falsos em redes sociais e também a criação de perfis genéricos. Existe uma diferença entre o perfil fake (falso) e o genérico. O fake levanta a bola do debate, muita vezes reproduzindo o que outras pessoas enviam. O perfil genérico parece real, com dados pessoais que simulam um histórico de vida. Este é o avatar do troll.
Para você cidadão que preza o debate construtivo, que pretende nestas eleições discutir propostas, idéias e discordar até, inteligentemente,  veja alguns itens que podem ajudar a combater o banditismo digital gratuito ou patrocinado. Prováveis candidatos que pretendem fazer campanha limpa, com plataforma de campanha, também podem utilizar as informações abaixo.
Investigação de e-mails falsos
Investigar os e-mails falsos é um trabalho fundamental durante uma campanha e pode ser realizado pela equipe do comitê ou por qualquer simpatizante. Diversos virais com informações falsas circulam na rede. É preciso mapear os principais, diariamente, investigar e soltar uma nota desmentindo a informação. É um trabalho profundo de apuração para identificar locais ou pessoas citadas nas mensagens e conseguir declarações de desmentidos, invalidando assim o rumor. O texto resposta deve ser liberado no site de campanha, nas redes sociais, lista de e-mails e boletins de campanha.
Como checar um e-mail falso usando a rede
É muito simples. Ao receber o e-mail pegue partes do texto, geralmente a manchete, ou palavras-chave, e faça uma busca nos indexadores de rede como o Google ou Yahoo. O referenciamento vai lhe dizer se a história é falsa ou não. Geralmente, em período eleitoral, textos antigos voltam a circular repaginados para as eleições. Até hoje, textos de 2000 atribuídos a jornalistas e escritores de grande influência são disseminados. Esta prática visa atingir eleitores desprevenidos, que não acompanham habitualmente a cobertura jornalística e que não conhecem as posições destes profissionais sobre determinados assuntos.Uma busca resolve o problema, indicando o desmentido dos jornalistas em seus próprios blogs ou sites das empresas em que atuam.
Os e-mails falsos chegam até você
Sem muito esforço o e-mail falso chega até você. Para isto é preciso sempre manter canais de comunicação abertos com a população, via conta institucional ou a checagem constante das redes sociais. O search do Twitter é essencial nesta localização. Canais abertos ajudam os aliados a enviarem denúncias falsas que devem ser investigadas e também permitir que os opositores entrem em contato com seus próprios e-mails de ataque. Não se iludam, isto sempre acontece e serve para saber quais os níveis de ataque e o que deve ser respondido. A conta de e-mail deve ter um filtro por assunto para catalogar os temas e acompanhar o que mais está circulando no dia.
Resposta por mail
Todos os mails devem ser respondidos, desde ataques ou elogios. A resposta sempre circula. Os mails de ataques não devem ser respondidos com mais ataques. A resposta deve ser com proposta de trabalho, nunca desqualificando quem ataca, mesmo que seja ataque pessoal. A resposta de ataque, enfurecida, pode servir de armadilha para que o opositor divulgue o candidado como destemperado.
Não repassar e-mail sem checar a informação
O que mais acontece na rede é a criação de boatos para desestabilizar campanhas/pessoas. É o famoso “ ouvi dizer”. Na rede ninguém está escondido. O candidato que se sentir ofendido por uma informação falsa pode realizar o rastreamento na rede para encontrar o provedor de onde partiram os ataques utilizando o IP (internet protocol) se estes estiverem disponíveis nas mensagens enviadas.
Tudo na internet tem identificação, via endereços de protocolo, os chamados IPs (Internet Protocol). Diversas ferramentas permitem chegar até o provedor de acesso, como o site “What’s my IP address” e, com decisão judicial, identificar quem repassou a mensagem. Por isso, quem pensa que está protegido atrás de um computador, está equivocado. Repassar mensagens falsas, além de trazer prejuízos para o próprio eleitor, pode prejudicar o honesto debate eleitoral na rede. Trolls profissionais podem se esconder na rede utilizando ferramentas como o Tor ou outras ferramentas. Veja aqui o post do @gutocarvalho explicando a privacidade na rede.
O tempo que se perde repassando uma mensagem falsa, tentando destruir a reputação de um candidato, pode ser utilizado para ajudar o seu próprio candidato a disseminar propostas de campanha, com os boletins, a argumentação coerente nas redes sociais e respondendo dúvidas dos eleitores indecisos.
É sempre importante denunciar para os próprios comitês que você apóia as mensagens falsas que estejam circulando para prejudicar o oponente. Assim, o seu candidato pode soltar alguma nota negando que a tal mensagem difamatória tenha saído do seu comitê. Lembrem-se que isso pode prejudicar a candidatura perante o TRE ou TSE, gerando multas ou até a impugnação da candidatura.
Toda e qualquer ofensa difamatória ao seu candidato, ou ofensas aos adversários atribuídas ao seu candidato, devem ser notificadas ao Tribunal Superior Eleitoral ou Tribunal Regional Eleitoral, seja por e-mail ou protocolando documentos nas sedes das entidades. O registro pode ajudar os tribunais a obter informações em qualquer denúncia de crime eleitoral para rastrear prováveis fraudadores.
Perfis falsos de políticos em redes sociais
O submundo da militância cria sempre perfis falsos em redes sociais para soltar informações virais na rede sobre um candidato. Alguém que não gosta de um político cria um perfil em nome dele para prejudicá-lo na campanha, acumulando seguidores para lançar informações incorretas ou mensagens difamatórias. Não se deve estimular que as pessoas sigam estes perfis, que ajudam a desestabilizar a discussão democrática. É preciso também denunciar aos comitês de campanha quando isto acontece.
Perfis genéricos para lançar dúvidas ideológicas
É comum também que os profissionais da militância de submundo criem perfis genéricos para atuar na rede, com uma prática muito simples: a de desqualificar ideologicamente o candidato subvertendo o que ele pensa perante grupos religiosos ou políticos. Ex: em 2006 diversas comunidades religiosas no Orkut, que eram contra o aborto, foram invadidas por estes perfis genéricos para entrar no debate e levar a impressão de que o presidente Lula era a favor do aborto. É público e notório que o presidente era, e é, contra o aborto. Estes perfis não entravam de forma raivosa no debate. Entravam de forma sútil, como um participante comum, estimulando idéias para depois inserir frases como: “pois é, por isso eu não voto no Lula, ele é a favor do aborto”. O raciocínio destes perfis genéricos é contar com a desinformação do eleitor, que muitas vezes não conhece a opinião de um candidato sobre diversos assuntos. Por isso, antes de tudo, é importante que o eleitor se informe sobre a opinião do seu candidato sobre assuntos polêmicos.
O candidato na web
Para quem deseja se candidatar a algum cargo público é preciso marcar presença na rede. Como? Criando perfis nas principais redes sociais para participar de comunidades. Redes sociais: Orkut, Twitter, Linkdin, Flickr (fotos) e Facebook. O candidato precisa se dedicar, em algum momento, a alimentar seu próprio perfil. Os usuários esperam sempre, nas redes sociais, que o cidadão do outro lado do perfil seja real e esteja presente incentivando o debate com propostas de campanha e soluções, gerando informações exclusivas para seus seguidores. Na impossibilidade do candidato não conseguir manter a interação, não adianta colocar um assessor para dar atenção ao público. Esta prática é facilmente identificada pelos usuários. O ideal nestes casos é criar um perfil da chapa para estimular o debate.
Comunidades no Orkut são sempre interessantes para debater e também para lançar informações de campanha para a base de eleitores e militantes. Ex: um texto de campanha pode ser imediatamente lançado na comunidade, que o replica em blogs e outras redes sociais.
Frequentar comunidades de candidatos concorrentes? Sim, desde que seja para se defender de ataques e debater com propostas. O candidato nunca deve cair em discurso de provocadores nas redes sociais, pois é isto que eles querem: a desmoralização diante do público. O candidato só deve responder questionamentos sérios, mesmo que divergentes das suas idéias.
Website
O website deve ser padrão, com todas as propostas, e em formato multimídia, com publicação imediata de textos, áudios, vídeos e fotos em sequência de blog. Os conteúdos são independentes e não precisam mais de conjugação entre si. Uma foto com legenda é um post, um vídeo, áudio, mesmo que isolados, é conteúdo que pode ser replicado em blogs. Isso tudo não impede que sejam feitos textos consolidados, mais parrudos de informação. Claro, podem existir, mas pensem nos conteúdos isolados para difusão.Usar licença Creative Commons para tudo é o mais adequado. O Copyright só restringe a difusão da informação uma vez que as pessoas perdem tempo para conseguir autorização e acabam desistindo de replicar, burocratizando o comitê. Quanto mais o conteúdo circular, melhor para o candidato. Se o cidadão tiver que ligar, mandar e-mail, passar fax ou enviar carta para pedir autorização de uso, ele desiste. A autorização deve estar embutida em toda a licença do site, afinal, tudo é público.
Boletim de campanha
Todos os dias deve sair um boletim de campanha do candidato, pela manhã ou a tarde. O ideal se possível é que saiam dois boletins. Conteúdo? Propostas de campanha em todas as áreas possíveis, eventualmente respondendo questionamentos dos opositores. Sempre propositivo, estimulando a base de militância em suas ações. O boletim deve ser produzido em formato jornalístico, com fotos, textos e infográficos explicativos, sempre pensando que o material pode ser impresso e distribuído por quem quiser. É material de campanha que deve ser distribuído por e-mail para o mailing de campanha e publicado imediatamente no site com recursos multímidia para enriquecer o conteúdo. Publique sempre versão em PDF dos boletins para download.

Por que o PiG (**) está desesperado com o PAC



O Globo , a Folha (*) da província de S. P. (ou, como diz o Sader  Força Serra Presidente) estão desesperados com o lançamento do PAC-2.
Fazem a contabilidade do despeito: o que não foi feito, o que está por fazer, o que ficou inacabado.
Passei ontem pela rua Barão da Torre, em Ipanema no Rio.
E vi a obra do teleférico do Pavão-Pavãozinho, com dinheiro do PAC.
Quase pronto.
Se o repórter da Globo for lá, vai dizer que faltam três tijolos no banheiro do maquinista.
O motorista do táxi respondeu à minha pergunta: Sim, claro, todo mundo está vendo que essas UPPs limparam as favelas.
Unidade Policial Pacificadora é a ação do Governo do Rio nas favelas, com dinheiro do PAC, para expulsar o tráfico e realizar obras como os teleféricos do Pavão-Pavãozinho e do Alemão.
Não adianta o PiG (** ) chorar.
O povão vê.
Vai andar de teleférico e chegar mais cedo ao trabalho.
(A Neuza, que trabalha lá em casa, leva duas horas e meia para ir de Mauá ao bairro de Higienópolis em São Paulo, não sem antes ser pisoteada, empurrada, bolinada na estação do metro à espera daqueles trens que o Zé Alagão põe na Globo. Clique aqui para ler sobre como o Serra agasalhou uma trampa da Globo num terreno que invadiu por 11 anos )
O teleférico é muito mais seguro do que helicóptero, o meio de transporte predileto da elite de São Paulo.
O que os brasileiros já perceberam é que os tucanos de São Paulo congelaram o Brasil durante 8 anos (governo (?) FHC) e atrasam São Paulo há 16 anos.
O que aconteceu de novo em São Paulo em 16 anos ?
Nem o Robanel dos Tunganos inteiro eles conseguiram acabar.
Que obra, que investimento novo ?
São Paulo perdeu peso na economia brasileira, debaixo dos olhos dos governadores tucanos.
São Paulo – que não pensa o Brasil, como diz o sábio Fernando Lyra – não viu crescer debaixo do nariz dele a classe C que o Lula promoveu.
Quem viu foi o baiano da Insinuante.
O Bradesco, o Itaú e a Fiat.
E os tucanos de São Paulo continuam a desfraldar as bandeiras com que o Serra foi derrotado fragorosamente em 2002.
Que ideias novas eles tem ?:
Com que ideias o Serra quer ser presidente ?
Eles não conseguem defender uma unica vírgula do Governo FHC.
Serra não defendeu em 2002, Alckmin não defendeu em 2002 e o Serra não defenderá em 2010.
Esconder o Farol de Alexandria – é a palavra de ordem.
Como diz o Ciro, quem se encosta no Fernando Henrique vira sal.
Lula empurrou o crescimento do Brasil para fora de São Paulo.
Quando a elite de São Paulo perceber, vai fugir para Miami.
Os amigos navegantes leram o Relatório de Atividades-2009 que a Petrobrás publicou ontem no Valor ?
Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, começa a operar em 2012.
Clique aqui para ler “Pernambuco é a nova locomotiva do Brasil”.
Refinaria Premium I, em Bacabeira, Maranhão, em 2013, com um terminal portuário.
Premium II, em Caucaia, Ceará, em 2013, interligada a um terminal portuário em Pecém (beneficiada por uma estrada do PAC).
Refinaria Potiguar Camarão, no Rio Grande do Norte, que começa a operar este ano.
Associação à Braskem para se tornar a maior produtora de termo-plásticos das Américas.
Complexo Petroquímico do Rio, Comperj.
Companhia Petroquímica de Suape, Pernambuco.
Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco,
Coquepar, no Rio e no Paraná.
Construção de 49 navios (no Brasil, apesar de a Vale do Roger Agnelli gostar de comprar navios na Ásia…).
A Petrobrás tem um valor de mercado de US$ 200 bilhões, a quarta no mundo no setor de energia.
Ano passado ela investiu US$ 71 bilhões.
O plano de negócios 2009-2013 prevê investimentos de US$ 174 bilhões, sendo US$ 28 bilhões só para o desenvolvimento do pré-sal.
Já imaginou, amigo navegante, isso fora do alcance das mãos dos tucanos de São Paulo ?
Fora do alcace do PìG (**).
É de desesperar !



Paulo Henrique Amorim





(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

terça-feira, 30 de março de 2010

A Terra em 2100


O documentário Earth 2100, da rede americana ABC mostra como esbanjar recursos naturais não pode ser uma boa idéia para a humanidade. A história é contada em primeira pessoa, como se fosse o relato de uma mulher que nasceu em 2009, contando a história até 2100. Crise do aquecimento global, crise energética,pestes, metrópolis inundadas etc. Todos estes cenários catastróficos são abordados no documentário, que longe de ser alamistra, mostra que em breve pode ser tarde demais para resolvermos estes problemas que podem afetar nossa civilização. Há uma grande crítica política ao "American Way of life", o estilo de vida americano que consome tantos recursos naturais.



O documentário está disponível na íntegra no youtube, dividido em 9 partes.  Se preferir, baixe-o legendado aqui.
Clique na janela do vídeo para assistir diretamente no youtube:

Vídeos que questionam muito bem Chico Xavier

Dois vídeos que merecem consideração:




Carta psicografada de Isabella Nardoni

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pensamento do dia:



Na semana do 1º de abril comemoramos duas grandes invenções do imaginário popular: o Coelhinho da Páscoa e Jesus Cristo (via Twitter).

Morre um dos melhores jornalistas do país:Armando Nogueira



O jornalista Armando Nogueira, criador do "Jornal Nacional", morreu hoje no Rio aos 83 anos. Segundo informações da Globo News, ele morreu em casa, na Lagoa, vítima de um câncer no cérebro, diagnosticado em 2007.



Nascido em Xapuri, no Acre, Nogueira se mudou para o Rio de Janeiro aos 17 anos e estudou Direito.
Seu primeiro emprego como jornalista foi em 1950, na editoria de esportes do "Diário Carioca", onde trabalhou por 13 anos. Foi repórter, redator e colunista.


Trabalhou ainda na "Revista Manchete", como redator-principal, e na revista "O Cruzeiro", foi repórter fotográfico.
Em 1959, entrou para o "Jornal do Brasil", onde foi redator e colunista. Lá, de 1961 a 1973, assinou a coluna diária "Na Grande Área".
Como repórter, fez a cobertura de todas as Copas do Mundo a partir de 1954 e de todos os Jogos Olímpicos desde 1980.
Começou no telejornalismo em 1959, na antiga TV-Rio. De 1966 a 1990 foi diretor da Central Globo de Jornalismo da Rede Globo de Televisão, onde dirigia também a Divisão de Esportes.
Em sua passagem pela Globo, Nogueira foi responsável pela implantação dos programas jornalísticos em rede nacional e pela criação dos programas "Jornal Nacional" e "Globo Repórter".
O jornalista ainda trabalhou na TV Bandeirantes, no SporTV e na rádio CBN.

Fonte:Folha


Sem dúvida foi um dos grandes mestres do jornalismo nacional. Recentemente ganhou uma bela homenagem do Botafogo, tendo seu nome colocado na nova sala de imprensa do clube.
Duas de suas crônicas:







domingo, 28 de março de 2010

"João de Deus", "cirurgias espirituais e afins


No Brasil existe um homem em Goiás, auto-intitulado "João de Deus" (clique aqui para ler uma matéria sobre ele), que alega receber médicos espirituais. As pessoas vão até ele, recebem palavras de conforto, entram em  um ambiente tranquilo e dizem que se sentem melhor. Em alguns casos, ele realiza" cirurgias espirituais", utilizando instrumentos como bisturis, obviamente fazendo as pessoas sangrarem.
Pelo Cógigo penal Brasileiro, será que isto não se encaixa aqui?



Curandeirismo

Art. 284 - Exercer o curandeirismo:

I - prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância;

II - usando gestos, palavras ou qualquer outro meio;

III - fazendo diagnósticos:

Pena - detenção, de seis meses a dois anos.

Parágrafo único - Se o crime é praticado mediante remuneração, o agente fica também sujeito à multa.



E sim, muitas vezes ele realiza diagnósticos.

  Não seria o caso do Ministério Público averiguar isto, já que pela lei brasileira quem é médico não pode realizar nenhum tipo de cirurgia ou diagnóstico?

Antes de tudo, gostaria de dizer que respeito a dor das pessoas que procuram "João de Deus". De certo elas sofrem com suas doenças e muitas estão desenganadas. Mas procurar algo apenas porque é impressionante e mesmo sem evidências científicas não resolve.

Quando crenças religiosas ameaçam a saúde das pessoas, elas devem se tornar objeto de nossa preocuopação.Não seria o caso do Ministério Público averiguar isto, já que pela lei brasileira quem é médico não pode realizar nenhum tipo de cirurgia ou diagnóstico?


E se alguém já veio ou vier à falecer por ter deixado de procurar atendimento médico, por que preferiu procurar João de Deus? E se a pessoa que foi até ele por placebo se sentir bem, parar de sentir dor e depois a doença voltar mais forte? E se alguém pegar uma infecção, pelo fato dele fazer cortes sem nenhum instrumento esterilizado?

É bom também mostrar como isso explora a boa-fé das pessoas. Criou-se um comércio em torno do desespero e da doença alheia. Sites estrangeiros vendem pacotes para europeus e americanos, que foram desenganados e vão atrás deste curandeiro de Goiás.

Também é bom deixarmos uma palavra sobre a ciência. De alguns séculos para cá a ciência se desenvolveu, criou métodos de pesquisa novos, vacinas e remédios foram fabricados, erradicamos várias pragas, cientistas desenvolvem próteses para as pessoas voltarem à andar..e ainda assim, existe espaço infelizmente para o pensamento mágico.

Sou a favor de várias soluções: as pessoas podem e devem procurar outros médicos, se confortarem ao máximo com seus parentes, procurar apoio psicológico e/ou psiquiátrico para ajudar a lidarem com suas doenças..mas apelar ao curandeirismo é algo a ser evitado. Deixar alguém que não é médico colocar um bisturi em você ou lhe dar diagnósticos apenas porque essa pessoa tem uma cara boazinha e uma fala mansa pode ser perigoso. 


O excelente site "Obras psicografadas" traduziu um artigo que refuta muito bem as alegações acerca de João de Deus:


Este artigo revela o trabalho de uma investigação cética sobre o alegado médium de cura.
João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus, já está há mais de 30 anos realizando a assim chamada medicina ou cirurgia espiritual. Apesar desse tempo atuando, pouquíssimas investigações em torno desse médium foram feitas. Uma delas foi realizada pelo cético Joe Nickell, que encontrou muitos indícios que colocam em dúvidas suas capacidades paranormais. Vamos enumerá-los: 
1)      João de Deus, apesar de contar com a ajuda de cerca de 30 entidades diferentes, só fala português, e isso mesmo apesar que entre as entidades que o ajudariam, estariam o Rei Salomão e o espanhol Inácio de Loyola, que fundou a ordem jesuíta em 1540.
2)      Um cirurgião que comentou as incisões de João de Deus afirmou que as mesmas eram superficiais e não seria esperado nem que sangrassem muito nem mesmo que causassem muita dor inicial. O mesmo é verdade ao se raspar o branco do olho ou ao inserir algo na cavidade nasal. Médicos afiliados com a Skeptical Inquirer exprimiram opiniões semelhantes. O procedimento nasal pode ocasionalmente deixar o nariz sangrando, mas os próprios mecanismos curadores do corpo irão sem dúvida reparar a pequena ferida. O balanço final concernente aos procedimentos é que são pseudocirurgias que não possuem nenhum benefício médico além do conhecido efeito placebo.
3)      Em um teste feito pela Comissão de Saneamento Suburbano de Washington, foi revelado que a “água sagrada” que João de Deus abençoa e que supostamente ajuda a realizar curas é água comum.
4)      Quanto aos remédios prescritos pelas entidades de João, na verdade só uma única erva é prescrita, mas aqueles que procuram ajuda são ditos que as entidades podem usá-la para tratar de uma grande variedade de doenças.
5)      As curas obtidas de fato podem ser atribuídas a diversos fatores tais como erro de diagnóstico, remissão espontânea, condições psicossomáticas, tratamento médico anterior, o próprio poder curador do corpo, e outros efeitos. Nickell cita um caso que pode envolver uma combinação de explicações, é o de Matthew Ireland, um viajante de Guilford, Vermont, cujo médico lhe disse que ele tinha um tipo de tumor cerebral que crescia rápido e era inoperável. Depois de dois anos de tratamentos à base de radiação e quimioterapia, Ireland fez três visitas a João de Deus. Um subseqüente teste de MRI mostrou que a massa do tumor tinha encolhido cinqüenta por cento, mas não tinha sido eliminada como a entidade tinha dito. O oncologista anterior de Ireland atribui o êxito parcial ao tratamento agressivo provocado pela radiação e admite ser possível que o tipo de tumor específico possa ter sido diagnosticado errado.
O relatório completo em inglês se encontra em http://www.csicop.org/si/2007-05/nickell.html

Por fim, mostro um vídeo onde o mágico norte-americano James Randi demonstra como é fácil tendo alguma técnica realizar um truque comum usado nas alegadas "cirurgias espirituais":




Refutando Chico Xavier

Retirado do excelente site "Ceticismo Aberto":



Através de Guilherme Santos, o blog Obras Psicografadas passa a reproduzir a série de matérias publicadas na década de 1960 pela revista “O Cruzeiro” sobre a farsa das “materializações” em Uberaba envolvendo a médium Otília Diogo e os mais famosos Chico Xavier e Waldo Vieira.

Na imagem acima podemos ver Vieira e Xavier (esquerda e direita, respectivamente) oferecendo um livro ao que seria a materialização da irmã Josefa, o espírito de uma freira, através de Otília Diogo. Se você achava pessoas cobertas de lençóis brancos como fantasmas algo digno de desenhos animados infantis, um estereótipo cômico, em verdade tal ícone moderno representando fantasmas se baseia em “sessões de materialização” como esta, levadas muito a sério por espiritualistas. Elas eram mais comuns em fins do século 19 na Europa e EUA, mas mesmo nestas partes do mundo, e principalmente no Brasil, se prolongam até hoje.

O espírito branco na foto acima está dentro de uma “jaula”, em uma série de salvaguardas que supostamente evitariam “possíveis fraudes”. Fato é que não evitaram. A equipe de “dezenove médicos pesquisadores”, contando ainda com a participação registrada, que enfatizamos ainda outra vez, de Chico Xavier e Waldo Vieira, ao longo de três meses apenas endossou como autêntica uma fraude que viria a ser exposta mais claramente alguns anos depois, noticiada pelo próprio Cruzeiro e que deve ser também disponibilizada nos próximos dias no mesmo blog.

A todos espíritas e interessados em fenômenos envolvendo supostos espíritos, a mediunidade, ou as próprias figuras de Chico Xavier e Waldo Vieira, este é ainda outro episódio que deve ser melhor conhecido.


Nesta primeira matéria, os “fenômenos de materialização” são divulgados pela revista em um tom crédulo, sem quase nenhum questionamento. Ainda assim, qualquer leitor com senso crítico poderá notar problemas na história. Praticamente toda evidência da realidade de tais fenômenos se fundamenta no testemunho dos envolvidos e de suas medidas de salvaguarda contra fraude. Mesmo estas declarações são reveladoras, por exemplo, quando Vieira nota que:


“[O espírito da freira] é um ser igual a qualquer outro. Nós pegamos no seu braço esquerdo e na sua mão esquerda. A materializada estava envolvida por um véu, uma espécie de filó, mas aprofundamos o dedo até encostar no seu braço e achamos que é um braço igual a qualquer um nosso, apenas com a temperatura um pouco mais baixa. Disso nós não temos dúvida, porque não é a primeira vez que nós comprovamos fenômenos semelhantes”.


Perceba que Waldo Vieira afirma muito claramente que o suposto espírito materializado… estava envolto por um véu! Crentes dirão que o véu seria ele mesmo uma outra materialização, mas seja como for, Vieira também afirma que o espírito era “um ser igual a qualquer outro”. Vivo. Por que então não seria um ser vivo… como a própria médium envolta por véus? Voltaríamos aos depoimentos e salvaguardas contra fraudes, mas como confiar na infalibilidade destes?
As únicas evidências objetivas dos fenômenos extraordinários seriam as fotografias, e estas em verdade trabalham contra a veracidade do caso. Praticamente falam por si mesmas. O médico Elias Barbosa, um dos pesquisadores, mencionando o valor das provas fotográficas, refere-se a como:


“Esta figura parece que nunca poderia ser um médium e nem um assistente, porque essa figura aparecia atravessada pelos varões da jaula”.


E, no entanto, o que as fotografias, pelo menos as publicadas, mostram, é que quando se diz que a figura estava atravessada pelos varões da jaula, ela estava simplesmente jogando seus véus para fora da mesma. Em nenhum momento se vê seu braço ou torso, por exemplo, sendo trespassado pelas grades. São apenas partes dos véus jogados para fora. Se há alguma fotografia disto, ela estranhamento não foi divulgada.
Fica assim indicado o ambiente de sugestionabilidade e credulidade dos pesquisadores, capazes de ver algo extraordinário como atravessar grades no simples fato de véus jogados sobre as barras.



Na imagem acima, além dos véus “trespassados” pelas grades, também se vê muito claramente a viseira que o “espírito” possuía no véu que cobria a cabeça – algo absurdo para um espírito, mas muito necessário a uma pessoa – bem como o fato de que o “espírito”, como notou Vieira, era tanto um ser igual a qualquer outro que podia segurar um livro muito material em suas mãos. Na foto à esquerda ainda se notam as mãos e dedos de carne e osso.
Todas estas dúvidas e questionamentos, todo este ceticismo pode e deve ser levantado por qualquer pessoa, espírita, cristã ou atéia, que avalie a evidência e as alegações em questão. Não se pode negar que é um ceticismo saudável. No mínimo, as supostas evidências dos fenômenos de materialização em questão são mais do que duvidosas e de forma alguma comprovam sua veracidade.
Se não seria assim prudente acreditar nos fenômenos, seria válido acreditar em sua origem fraudulenta? Poderia uma equipe de dezenas de médicos, médiuns e jornalistas ser enganada por truques tão toscos? Qual a alternativa? Haveria um ou mais cúmplices? Quais seriam as evidências concretas de fraude? Quem era Otília Diogo? Pelo menos parte destas questões seriam melhor respondidas anos depois, como repetimos, as próximas matérias da série revelaram e devem ser reproduzidas também em Obras Psicografadas, blog parte do projeto HAAAN editado por Vitor Mouracom o objetivo de analisar fenômenos relacionados a supostos médiuns.





Comentários:
Qualquer pessoa com bom-senso duvida destas "materializações", que tiram qualquer possível credibilidade dele. Além disso, antes de "psicografar" cartas de mortos, Chico entrevistava os que pediam estas, pegando informações para colocar nas cartas, ou seja, não havia nada de "paranormal" nas cartas. Chico Xavier não merece toda esta idolatria que recebe dos espíritas e de boa parte da mídia. Se você acredita nas afirmações sobre "psicografia", visite o blog "Obras Psicografadas", linkado acima.

Motivo de orgulho: Brasil, oitava maior economia do mundo



Notícia da Folha:

A recente crise mundial alçou o Brasil à condição de oitava maior economia do mundo em 2009. É a primeira vez desde 1998 que o pais ocupa essa posição no ranking global com o PIB (Produto Interno Bruto) medido em dólares.
A crise econômica no mundo desenvolvido, a fortaleza do real e políticas anticíclicas bem sucedidas adotadas pelo governo contribuíram para esse resultado. Mas por trás da performance brasileira há também deficiências, como uma economia ainda fechada, que se travestiram de vantagem durante a crise, mas que no longo prazo tendem a voltar a pesar negativamente na trajetória do país.
O desempenho da economia brasileira já havia sido favorável entre 2007 e 2008, quando passou da décima à nona posição no ranking mundial, deixando para trás a Espanha e o Canadá, embora tenha sido ultrapassado pela Rússia. Com esse movimento, o Brasil também passou a ser a segunda maior economia das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.
Ganhar posições no ranking de maiores economias é positivo porque torna o país mais atrativo para investidores externos e aumenta seu peso geopolítico. Mas desde que a mudança seja sustentável; e, de preferência, se trouxer chances de mais progresso no futuro.
Colocando o caso brasileiro em perspectiva histórica, não se pode dizer que a melhoria registrada nos últimos dois anos represente um fato inédito. Há décadas o país oscila entre a oitava e a décima posição (embora tenha estado pontualmente também em sétimo e décimo terceiro lugares desde 1980).
O câmbio costumava ser fator primordial nas mudanças do Brasil no ranking das maiores economias. Na última vez em que havia ocupado a oitava posição, em 1998, foi derrubado pela maxidesvalorização do real em janeiro do ano seguinte, caindo para décimo lugar.
No ano passado a força do real também colaborou para a melhoria relativa do Brasil. Prova disso é o fato de que o tamanho da economia brasileira medido pela chamada paridade do poder de compra (PPP) -que ajusta os valores absolutos do PIB de acordo com o custo de vida em cada país -se manteve na nona posição.
Mas não foi só o câmbio. Outros fatores também ajudaram o Brasil, como o próprio desempenho da economia e o fato de ser relativamente fechado.

ÉRICA FRAGA é editora sênior da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU)





Comentários:


Obviamente a boa política de exportações do Governo Lula associada à grande geração de empregos no país possui boa parcela de crédito por estes números.  E outro detalhe interessante: O Brasil possui agora uma economia maior que a do México, que reinou como segunda economia durante décadas. O que os críticos do presidente vão dizer agora? Já sei, vão falar que FHC possui crédito por isso. Como, se Fernando Henrique tinha uma política de juros altíssimos, criou poucos empregos e vivia pegando empréstimos no FMI?
Também vale

sábado, 27 de março de 2010

"Pandorum" reedita clichês da ficção



Alguns filmes de ficção parecem ser feitos aleatoriamente com elementos desse segmento: A espaçonave assustadora e fantasmagórica, o futuro distante, os seres malvados que apavoram a tripulação, o reator da nave que precisa ser resetado etc. Já viu isso em algum lugar? A parte da nave assustadora com os seres malvados com certeza foi inspirada na série "Alien". "Pandorum tenta repetir toda esta fórmula, mas de uma maneira bastante entediante.
A história se passa no ano 3097, quando a espaçonave Elysium faz o papel de uma espécie de arca para salvar a humanidade, levando 60000 humanos para um planeta parecido com a Terra. Ao acordar de um estado de hibernação, o astronauta Bower não se lembra exatamente qual sua missão, o que ocorre também quando Payton acorda. O maior problema do filme em si nem é a história, mas sim a fotografia e a edição. Cenas confusas é o que não falta, assim como momentos excessivamente escuros e que atrapalham o entendimento da história.

Todo filme de ficção que se passa em nave espacial tem que ter a cientista gostosa e maltrapilha

Bower e Payton ao longo do filme arrumam outros companheiros, como a bióloga Nadia e Mahn, um agricultor que também estava hibernando. Eles ajudam nossos amigos astronautas a lidar com as agruras da nave, como lutar contra alguns dos passageiros que sofreram mutações genéticas e se transformaram em monstros comedores de gente e a procura pelo reator da nave. Boa parte da história se concentra nisso. O final é um pouco surpreendente, mas quando acaba o filme fica uma sensação de "é isso?acabou?".
O filme é razoável, não mais do que isso. Se você gostou de Alien e gosta de naves espaciais gigantescas e assustadoras, é uma história que você vai gostar. Já se você prefere filmes de ficção com tramas mais variados e empolgantes, procure outra coisa para assistir.

O Circo Nardoni


Por Aurelio Moraes e Guilherme Magalhães


O caso Nardoni suscitou uma série de pré-julgamentos por parte de pessoas que consideravam o casal culpado e bradam por Justiça. Será mesmo que elas sabem o que significa essa palavra tão importante? É notório e urge dizer que ninguém pode ser condenado sem prévio processo legal devidamente realizado, garantindo-se os princípios constitucionais que norteiam o processo, como o da ampla defesa e do contraditório. Sem esse processo, voltaríamos aos velhos tribunais ad hoc (de exceção), em que julgava-se pela conveniência da sentença e não no sentido de alcançar a verdade e uma pena justa.

Quem gritou durante todos estes dias do julgamento por “Justiça” e condenou previamente o casal Nardoni, pode um dia sentir sobre si o peso da mão forte e impassível do Estado sobre suas costas, os mesmos que xingam o advogado (profissional no pleno exercício de suas atribuições constitucionais) podem desesperadamente precisar de um algum dia. O advogado não é cúmplice dos réus, é um profissional habilitado para defendê-los de arbitrariedades do Estado e garantir que lhes seja proferida a menos injusta das sentenças.

É válido dizer que no nosso país casos semelhantes já resultaram em absolvição. Infelizmente a Justiça no Brasil é seletiva em alguns casos. Pelas provas apresentadas pela promotoria não há evidências conclusivas da autoria do casal, a melhor das doutrinas preconiza que o ônus da prova é de quem acusa, se não há como demonstrar a culpabilidade, não pode haver condenação. A repercussão na mídia motivara a condenação pelos jurados, sob pena de um casal ter sido condenado injustamente por crime que não cometeu.

E se realmente eles são culpados, seria deveras prudente a defesa utilizar-se da estratégia de demonstrar que não houve dolo no sentido de matar a menina (o que me parece bem razoável, crimes ocorrem quando há motivos, o casal pelo que foi apurado se relacionava muito bem com a criança, não haveria motivo para matá-la), a pena para lesão corporal grave seguida de morte é muito menor que a do homicídio qualificado. E essa tese poderia eventualmente inocentar Nardoni, uma vez que ao ter jogado a menina pela janela ele poderia ter pensado que ela já estivesse morta, incorrendo em erro de tipo, que é uma das causas de extinção da punibilidade. Um advogado experiente, como o do caso, certamente optaria por esse caminho, o fato de não ter optado indica que o defensor acredita na inocência do casal.




 Quem não se lembra do caso da Escola-Base? Vejo semelhanças com o caso Isabella Nardoni:
" Em março de 1994, vários órgãos da imprensa publicaram uma série reportagens sobre seis pessoas que estariam envolvidas no abuso sexual de crianças, todas alunas da Escola Base, localizada no bairro da Aclimação, na capital. Os seis acusados eram os donos da escola Ichshiro Shimada e Maria Aparecida Shimada; os funcionários deles, Maurício e Paula Monteiro de Alvarenga; além de um casal de pais, Saulo da Costa Nunes e Mara Cristina França.
De acordo com as denúncias apresentadas pelos pais, Maurício Alvarenga, que trabalhava como perueiro da escola, levava as crianças, no período de aula, para a casa de Nunes e Mara, onde os abusos eram cometidos e filmados. O delegado Edelcio Lemos, sem verificar a veracidade das denúncias e com base em laudos preliminares, divulgou as informações à imprensa.
A divulgação do caso levou à depredação e saque da escola. Os donos da escola chegaram a ser presos. No entanto, o inquérito policial foi arquivado por falta de provas. Não havia qualquer indício de que a denúncia tivesse fundamento.
Com o arquivamento do inquérito, os donos e funcionários da escola acusados de abusos deram início à batalha jurídica por indenizações. Além da empresa 'Folha da Manhã', outros órgãos de imprensa também foram condenados, além do governo do estado de São Paulo. Outros processos de indenização ainda devem ser julgados."


 Também é condenável o espetáculo macabro criado entorno do assunto pela mídia. É preciso estabelecer regras para evitar o circo criado. Antes do julgamento, batalhões de fotógrafos e cinegrafistas cercavam acusados, advogados e envolvidos, fazendo até que a avó de Isabella acenasse para a câmera, como se fosse uma espécie de estrela de novela. É mesmo necessária esta especularização? Diariamente morrem várias crianças pobres em situações igualmente ou mais bárbaras que a da menina Isabella. Por que não dar a devida atenção a outros casos? Este caso só ganhou tanta notoriedade porque a mídia quis. Está na hora do jornalismo brasileiro ampliar os horizontes de sua cobertura policial e sem pré-condenações. Jornalista não tem que afirmar que a pessoa A ou B é culpada, nem incitar o público. Há de se informar imparcialmente, sem afobações e sem espetacularização. A imprensa mais  uma vez cometeu o erro cometido em outrora, como no caso que citei anteriormente.


"A justiça tem numa das mãos a balança em que pesa o direito, e na outra a espada de que se serve para o defender. A espada sem a balança é a força brutal, a balança sem a espada é a impotência do direito". – Rudolf von Jehring