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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Deputado João Paulo Cunha discursa sobre disputa eleitoral e reforma política







PSDB muda vice de Serra: Sai raposa velha, entra peso-pena

Índio da Costa: Quem? Esse frangote?


O DEM e PSDB acabam de decidir o nome do deputado Indio da Costa (DEM-RJ) como vice do tucano José Serra na disputa presidencial.


Confesso que nunca havia ouvido falar deste rapaz. Descobri que ele é genro do Salvatore Cacciola, ex-secretário do César maia e suspeito de ter superfadurado compra de merenda escolar.  Criando uma teoria conspiratória engraçada, talvez seja uma armadilha do DEM: Colocam  um vice fraquíssimo e inexperiente, para depois lavarem as mãos caso a derrota de Serra seja confirmada.


Quer saber mais sobre ele?

Índio da Costa atuou como secretário de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 2001 e 2006.
Entre as empresas fornecedoras de merenda escolar para a Prefeitura de São Paulo, apontadas pelo Ministério Público de São Paulo como formadoras de cartel e pagar propinas na Prefeitura de Serra e Kassab, está a Comercial Milano Brasil Ltda.
A empresa é velha conhecida da facção carioca dos DEMos, composta por César Maia, Rodrigo Maia e o deputado Índio da Costa, casado com Rafaella Cacciola, filha do ex banqueiro Salvatore Cacciola, preso dno Rio de Janeiro.
É alvo de inquérito na Delegacia Fazendária, e foi alvo de CPI na Câmara dos Vereadores carioca, em 2006, pelos mesmos motivos que está sendo denunciada em São Paulo.
Sob pressão, e para o escândalo não ganhar dimensões maiores, a prefeitura do Rio foi obrigada a fazer nova licitação, e, sem os vícios da anterior, gerou economia de R$ 11 milhões ao ano nos gastos com merenda.

Além da sangria nos cofres públicos, frutas estragadas, carne bovina com excesso de sebo e frango com gelo acima do permitido também eram problemas comuns na merenda do carioca fornecida pela empresa.
A corrupção no Rio, em 2005, aconteceu quando o genro de Cacciola, Índio da Costa, era Secretário Municipal de Administração e responsável pela licitação, quando o prefeito era César Maia.
Segundo apurou o relatório da CPI, e agora é objeto de inquérito policial na Delegacia Fazendária, o esquema de fraude na licitação se procedeu da seguinte forma:
O edital da licitação tinha entre as regras atrair um número expressivo de participantes.
As empresas Milano e Ermar agiram em jogo combinado. A Ermar apresentou recursos de impugnação contra todos os concorrentes, exceto contra a Milano, deixando caminho livre.

Com isso, as regras do edital não foram atendidas, e o genro de Cacciola, Índio da Costa, deveria ter cancelado o processo e feito outra licitação. Mas ele fez o contrário, e a Milano foi vencedora da licitação, ficando com 99% do fornecimento de gêneros alimentícios para a merenda.
O comportamento de Índio da Costa ainda levantou mais suspeitas ao insistir na contratação centralizada de fornecimento de merenda escolar quando, desde 2001, estudo da Controladoria Geral do Município (CGM) já recomendava a descentralização do sistema.
A evidência do prejuízo aos cofres públicos municipais, são os R$ 11 milhões a menos, quando houve a nova licitação, estendendo a participação a nove empresas fornecedoras de gêneros alimentícios.
Apesar de tudo isso, no ano de 2007, findo o contrato com a Milano, o sucessor de Índio da Costa na secretaria municipal de Administração, Wagner Siqueira, assinou despacho, publicado no Diário Oficial, em que afirma que a empresa "executou o contrato de forma satisfatória para o serviço público municipal (...), especialmente no que se refere a preço, qualidade e especificações".
Parece até uma carta de apresentação de César Maia, para a empresa se qualificar em São Paulo.O resultado da licitação de São Paulo foi 15 de maio de 2007, bem depois do escândalo no Rio.Parece até caso de transferência de tecnologia em corrupção da gestão César Maia para a gestão Kassab.

Espanha x Paraguai decidirão vaga para uma das semifinais



Como eu previa, Paraguai x Japão e Espanha x Portugal foram dois jogos fracos. No primeiro, a maior chance de gol foi uma bola na trave da equipe japonesa e no segundo, apenas um gol de David Villa, com grande atuação do goleiro português Eduardo e um destaque especial para Cristiano Ronaldo.
Este último demonstrou que sua arrogância e prepotência são totalmente inúteis. Sempre contou vantagem, se acha mais craque do que realmente é e foi um grande fracasso nesta Copa. Ao meu ver um prenúncio de como a seleção portuguesa não iria mesmo longe nesta Copa foi quando esta perdeu por 6x2 em um amistoso contra o Brasil, no ano passado. Lembram? Naquela ocasião, Cristiano Ronaldo chegou à brasília afirmando que era a "estrela da partida" e teve que ficar calado. Seu técnico Mourinho também nunca cansou de mostrar prepotência e arrogância, afirmando que chegaria à final com certeza e confiava mais do que deveria em seu limitado time.

 Já o Paraguai derrotou o Japão nos pênaltis, após uma partida onde ambos os times pareciam ter medo de atacar e em um determinado momento ficaram tocando a bola, com medo de tentar resolver a classificação no tempo normal.  A equipe do atacante Roque Santa Cruz joga um futebol mediano, porém razoavelmente eficiente.
O mais provável é que a Espanha passe para a semifinal, mas ainda assim fica devendo e até agora ao meu ver não mereceu a badalação e o oba-oba que vem recebendo de boa parte da imprensa mundial. Pessoalmente, torcerei para o Paraguai e para que tenhamos semifinais sul-americanas nesta Copa, demonstrando mais uma vez a total perda de força do futebol europeu e que quem manda no futebol atualmente são os países exportadores de jogadores e  não os importadores europeus.
Cristiano Ronaldo: Sempre contou vantagem antes da hora e teve que ficar quieto. O retrato do fracasso.

Trailer do filme "Tropa de Elite 2"



Estréia: 8 de Outubro.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Os Indiferentes

Em época de eleição, vemos muita gente que se diz politicamente indiferente. São pessoas que enchem o peito para dizerem que votam nulo, que não gostam de política e que nunca cobram melhorias dos políticos.
O grande cientista político italiano Antonio Gramsci deixou uma mensagem para estas pessoas, no início do século passado.
Notem como ela ainda é atual:

"Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.


A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.


A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.


A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.


Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.


Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes."






Leia também:
Projetos para o Brasil

Dilma no "Roda Viva" de ontem

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Versão trance do tema do Dr.Who

Oitavas-de-final da Copa: Parte I

Erros de arbitragem enormes, jogadas de craque e  um time africano classificado para a próxima fase. Vamos falar sobre a oitavas-de-final da primeira Copa no continente africano:

-Os Estados Unidos não mereciam perder para Gana na prorrogação, por 2x1. O time norte-americano é valente e apresentou um jogador que sempre admirei: Donovan. Dono de um passe refinado, mereceia levar os Estados Unidos para as quartas. Gana passou com um futebol feio, sem nenhuma técnica e com muitas faltas desnecessárias, O "U.S. Soccer" vem evoluíndo à cada Copa e em breve poderá fazer melhores participações em futuros mundiais;



-O Uruguai bateu a Coréia do Norte pelo mesmo placar (2x1) e vem mostrando um futebol eficiente, com bons contra-ataques e belos gols de Forlán e Suarez. Pode pegar o Brasil na semi-final,
caso passe por Gana e o Brasil passe pela Holanda. Só não entendo a birra do técnico Tabarez com Loco Abreu, o atacante do Botafogo: Por que ele nunca é escalado? Abreu é um exímio cabeçeador, possui muita técnica e sem dúvidas poderia entrar sempre no segundo tempo. Se é para deixar no banco, era melhor nem tê-lo levado;

- Com um gol irregular a Alemanha atropelou a Inglaterra por 4x1, ao meu ver o placar mais inesperado das oitavas-de-final desta Copa. O time de Klose não joga bonito, mas tem um futebol
extremamente eficiente. Pensei que a Inglaterra ia se recuperar na fase decisiva, mas me enganei fragorosamente. Por certo que o gol ilegal não justifica a derrota inglesa, mas se o time de Rooney tivesse empatado naquele momento do jogo, poderia ter crescido na partida e a história talves fosse outra;

-A Argentina derrotou o México por 3x1 também com um gol irregular, o primeiro de Tevez. No começo do jogo o México doninava e a Argentina mostrava mais uma vez porque sua zaga é pouco confiável, principalmente com Demichelis. Messi ainda não marcou, mas é obviamente craque, perigoso e pode começar à detonar os adversários em breve.
O confronto entre Argentina x Alemanha será um confronto de gigantes e ao meu ver desta partida sairá um finalista;

-A Holanda jogou um futebol burocrático e com um golaço de Robben derrotou a Eslováquia por 2x1, indo para o confronto com o Brasil. É um time sempre que merece ser levado à sério, mas não é também nenhum "bicho-papão";

-Hoje o Brasil jogou muito bem contra o Chile e venceu por 3x0, com gols de Juan, Luis Fabiano e Robinho.O técnico chileno Marcelo Bielsa parecia antes do jogo que já sabia que seu time seria eliminado, como tradicional saco de pancadas do Brasil e eterno fracassado em oitavas-de-final. É bom ver que Kaká se recuperou e não tem mostrado nenhum tipo de cansaço. A zaga, com Juan e Lúcio, mostrou mais uma vez porque é tida como a melhor do mundo, com seus desarmes sempre precisos. Parece que as críticas ao jogo de Michel Bastos surgiram efeito: com direito até a um chapéu, o lateral apoiou mais e fez bons cruzamentos. Penso que o Brasil passará pela Holanda, mas possivelmente será um jogo mais truncado e complicado que todos os outros até agora. Será uma repetição da Copa de 1994? Aguardemos.






-Amanhã teremos Paraguai x Japão e Espanha x Portugal, dois jogos muito interessantes. O Japão está jogando um futebol surpreendente e com muita obediência tática, com as faltas muito bem cobradas por Endo (que aprendeu com Zico) e os dribles no melhor estilo brasileiro de Honda. Já o Paraguai continua com seu futebol simples mas eficaz, com os gols de Roque Santa Cruz. Já no jogo da Penísula Ibérica veremos um bom confronto entre Cristiano Ronaldo, que ainda está devendo nessa Copa e o espanhol David Villa, que sempre foi um jogador de excelentes passes e chutes precisos de fora da área.


Jogos das quartas-de-final:
2 de Junho (sexta-feira):
Uruguai x Gana (15: 30 hs);
Brasil x Holanda (11 hs).

3 de Junho (Sábado):
Argentina x Alemanha ( 11 hs)
Vencedor de Paraguai x Japão  X  Vencedor de Portugal x Espanha (15:30).

Amanhã comentarei estes dois últimos jogos das oitavas.

Memória:

Brasil 3 x 2 Holanda, Quartas-de-final da Copa de 1994, nos Estados Unidos:

Tucanos já admitem: Serra JÁ PERDEU a eleição



Sérgio Guerra admite que impasse com DEM sobre vice de Serra pode comprometer vitória do PSDB nas urnas

Evangélico afirma que o Sol é o centro do Universo



Senhores, rasguem todos os livros de astronomia:


"Foi provado também que o sol é o centro do universo e a ciencia antiga provou isto a muitos anos atrás. Nada mudou e continua firme."


http://realidade.org/forum/index.php?topic=11387.msg156295#msg156295

Talvez ele precise estudar:

O Sol

O Sistema Solar


Uma entrevista explosiva. E verdadeira

No Estado de S.Paulo deste domingo:
Ante o silêncio cúmplice dos governos e de quase toda a imprensa.

A ginga perfeita dos donos da bola

A Fifa controla o dinheiro, marca os adversários e dribla a Justiça

26 de junho de 2010
Flavia Tavares, de O Estado de S. Paulo
Enquanto o English Team sofria para passar às oitavas contra a Eslovênia, o escocês Andrew Jennings desfiava o sarcasmo adquirido ao longo da vida de repórter investigativo na Inglaterra, na BBC e em grandes jornais. Com a pontaria muito mais calibrada que a dos artilheiros desta Copa do Mundo, o jornalista vai relatando casos de corrupção que apurou para produzir seus três livros sobre o Comitê Olímpico Internacional (COI) e outro sobre aFederação Internacional de Futebol (Fifa) – mesmo sendo o único jornalista do mundo banido das coletivas da entidade desde 2003.

Divulgação
O jornalista inglês Andrew Jennings relata em livro casos de corrupção dentro da Fifa
Um dos escândalos relatados por ele em 2006, no livro Foul! The Secret World of Fifa (não traduzido no Brasil), teve um desfecho na sexta-feira. Altos dirigentes da organização máxima do futebol receberam propina, admitiu a Justiça suíça. Mas eles não serão punidos porque a lei do país, que é sede da Fifa, permitia o “bicho” na época.
Os figurões pagarão apenas os custos legais e suas identidades não serão reveladas. “É por isso que meu segundo livro sobre o tema será uma comparação da Fifa com o crime organizado”, conta. Ele optou por publicar a obra depois das eleições na entidade, em maio de 2011, embora duvide que alguém vá enfrentar o dono da bola, Joseph Blatter. “Ninguém ousa desafiar a Fifa porque eles controlam o dinheiro. E a imprensa cala”, dispara Jennings.
Em suas investigações sobre a Fifa, o que o senhor descobriu?A Fifa é comandada por um pequeno grupo de homens – não há mulheres em altos postos da entidade e isso fala por si – que está lá há muitos anos. São homens em quem não devemos confiar e contra quem temos provas contundentes. Eles podem continuar no poder porque controlam o dinheiro. E tornam a vida dos dirigentes das confederações nacionais muito boa e fácil. Fico envergonhado porque ninguém se manifesta contra esse poder.
Como os dirigentes se manifestariam?Zurique, sede da Fifa, é uma Pyongyang do futebol. O líder fala e os outros agradecem. Numa democracia é esperado que haja discordância, oposição. Na Fifa, não há. Eles têm um congresso a que, ironicamente, chamam de parlamento. São cerca de 600 delegados – acho que são 2 ou 3 por país representado, e são 208 países. Se você chegasse de Marte acharia que o mundo é perfeito, porque todos concordam. É vergonhoso. Nisso, a CBF é tão culpada quanto todas as outras confederações.

Que instrumentos a Fifa usa para manter esse poder?
A Fifa dá cerca de US$ 250 mil por ano para cada país investir em futebol. Na Europa, não precisamos desse dinheiro. A indústria do futebol fatura o suficiente para se alimentar. Mas é uma forma de a Fifa se manter. Esse dinheiro nunca é auditado. Na Suíça, a propina comercial não era ilegal até pouco tempo, apenas o suborno de oficiais do governo. O caso que eu conto no meu livro é justamente sobre um esquema de propinas pagas pela International Sport and Leisure (ISL), empresa que negociava os direitos televisivos e de marketing da Fifa. A história é cheia de detalhes, mas no final a ISL só foi responsabilizada pelo fato de gerenciar mal seus negócios enquanto devia para outras empresas.
Não houve punição?Como eu disse, o pagamento de propina não era ilegal na Suíça. Portanto, não havia crime a ser punido. As acusações contra a Fifa foram retiradas e a entidade foi multada em 5,5 milhões de francos suíços (cerca de US$ 5 milhões) para custos legais.

Por que os governos não se envolvem ou a Justiça não faz algo?
Porque a sede da Fifa é na Suíça e a lei lá é muito permissiva. Para outros países, é inaceitável que esses homens se safem tão facilmente e que os altos dirigentes riam da nossa cara desse jeito. O que me deixa enojado é que os líderes dos países – o primeiro-ministro britânico, o presidente Lula e todos os outros – façam negócio com essas pessoas. Eles deveriam lhes negar vistos, deveriam dizer que não querem se relacionar com dirigentes tão corruptos. E tenho certeza de que, se os governantes se voltassem contra a corrupção da Fifa, teriam apoio maciço dos torcedores/eleitores.
Por que todos são tão complacentes?Suponhamos que você seja uma torcedora fanática pelo seu time. Você vai à Copa do Mundo, mas como sempre há escassez de ingressos. Você então compra suas entradas de cambistas, mesmo sabendo que parte desse ágio vai voltar para o bolso da Fifa, já que ela é suspeita de liberar esses ingressos para os ambulantes. Você não pode provar, claro, mas você sabe. As pessoas não são estúpidas. Os governos menos ainda, eles podem investigar o que quiserem. Mas não investigam a Fifa porque os políticos simplesmente ignoram os torcedores. É o que já está acontecendo com a Copa de 2014. Qualquer brasileiro com mais de 10 anos sabe que a corrupção já está instalada. Por que ninguém faz nada?

Por quê?
É difícil saber. Se um país relevante enfrentasse a Fifa ela recuaria. Ou você acha ela excluiria o Brasil de uma Copa? Eles conseguem enganar países pequenos, esquecidos pelo mundo. Mas, se o Brasil dissesse não à corrupção, provavelmente a América Latina se uniria a vocês. E você acha que esses líderes latino-americanos nunca discutiram a possibilidade de um levante, de fazer o que os europeus já deveriam ter feito há tempos? Acho que lhes falta coragem.

O Brasil tentou fazer uma investigação, por meio de uma CPI.
Tentou e foi ao mesmo tempo uma vitória para o país e uma grande decepção, porque pararam de investigar no meio. O povo vai ter de pressionar os políticos a fazer algo. É realmente uma pena que o Brasil tenha chegado tão longe na investigação e tenha desistido no caminho. Havia provas para seguir em frente, para tirar a CBF das mãos do Ricardo Teixeira e, quem sabe, colocar auditores independentes lá dentro. A Justiça também poderia ser mais ativa. Por mais que eles tenham comprado alguns juízes, não compraram todos, certamente.
Sabendo de tudo isso o senhor ainda consegue curtir o futebol, se divertir com ele?Sim, porque a corrupção não está tão infiltrada nos jogos, embora chegue a essa ponta também. Ela fica mais nos bastidores. Há exceções, como na Copa de 2002, em que a Espanha e a Itália foram roubadas grotescamente. Era importante para a Fifa que a Coreia do Sul passasse adiante. Não foi culpa dos jogadores, mas as razões políticas e econômicas se impuseram. Na Coreia, o beisebol é mais popular do que o futebol. Se eles fossem desclassificados, os estádios se esvaziariam. Neste ano, todos ficaram de olho nos jogos de times africanos. Blatter também precisa de um time do continente nas oitavas. A questão é que, quando assistimos às partidas, assistimos aos atletas, ao esporte, então, é possível confiar. É fácil punir um árbitro corrupto e a maioria não é corrompida.

Então, a corrupção não interfere tanto no esporte?
Cada centavo que os dirigentes tiram ilicitamente da Fifa ou das organizações nacionais é dinheiro que eles tiram do esporte e de investimentos. Portanto, estão desviando de nós, torcedores, e dos atletas que jogam no chão batido em países subdesenvolvidos. Eles tiram dos pobres.

É possível para os jogadores, técnicos e dirigentes se manterem distantes da corrupção no futebol?
Bom, o dinheiro normalmente é tirado do orçamento do marketing, não afeta jogadores e técnicos dos times nacionais. Uma coisa interessante é o comitê de auditoria interna da Fifa. Um dos membros é José Carlos Salim, que foi investigado muitas vezes no Brasil. Por que você acha que ele está lá? Para fingir que não vê.
A corrupção no futebol começa nos clubes e se espalha ou vem de cima para baixo?Sempre haverá um nível de roubalheira em todas os escalões. Para isso temos leis e, às vezes, conseguimos aplicá-las. Mas a pior corrupção está na liderança mundial. Quase todos os países assinam tratados internacionais anticorrupção, mas não fazem nada quanto aos desmandos da Fifa e do COI. E, quando algum governante tenta ir atrás de dirigentes de futebol corruptos, a Fifa ameaça suspender o país. Só que ela faz isso com os pequenos. Fizeram isso com Antígua! Suspenderam o país minúsculo que ousou processar o dirigente nacional. Ninguém falou nada. Eu escrevi sobre isso porque tenho fãs lá que me avisaram do caso.

O senhor se sente uma voz solitária na imprensa?
Não confio na cobertura esportiva das agências internacionais. Em outras áreas elas são ótimas. Não no esporte. É uma piada. Apresento documentários com denúncias graves sobre a Fifa na BBC, num programa de jornalismo investigativo chamado [ITALIC]Panorama[/ITALIC], e dias depois a BBC Sport faz um programa inteiro em que Joseph Blatter apresenta alegremente a nova sede da Fifa em Zurique.
O senhor acompanhou a briga do técnico Dunga com a imprensa brasileira?Não vou comentar o episódio porque não acompanhei de perto. Posso dizer que a imprensa inglesa e a da maioria dos países é puxa-saco. E sem razão para isso. A desculpa é que os editores têm medo de perder o acesso às seleções e à Fifa. Bobagem. Ora, eu fui banido das coletivas da Fifa sete anos atrás e ainda consegui escrever um livro e fazer várias reportagens. A imprensa deve atribuir as responsabilidades às autoridades. Se não fizer isso, é relações públicas. Tenho milhares de documentos internos da Fifa que fontes me mandam e não param de chegar. Por que só eu faço isso?
A cobertura se concentra mais no evento esportivo em si e nas negociações de jogadores?Exato, também porque a chefia das redações tende a se concentrar nos assuntos de política nacional, internacional e na economia e deixar o esporte em segundo plano.

O que o senhor espera da Copa no Brasil, em 2014?
Há algumas semanas, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, deu um piti público cobrando o governo brasileiro para que acelerasse as construções para a Copa. Estranhei muito, porque não imagino que o governo brasileiro se recusaria a financiar uma Copa. Vocês são loucos por futebol, estão desenvolvendo sua economia, têm recursos e podem achar dinheiro para isso. Uma fonte havia me dito que Valcke e Ricardo Teixeira tinham tirado férias juntos, estavam de bem. Então, o que está por trás dessa gritaria? É pressão para o governo brasileiro colocar mais dinheiro público nas mãos da CBF. Mundialmente, as empreiteiras têm envolvimento com corrupção. Dá para sentir o cheiro daqui.
Três de seus livros são sobre as Olimpíadas. As falcatruas acontecem em qualquer esporte ou são predominantes no futebol?Sou cuidadoso ao falar disso. Sei que a liderança da Fifa é muito corrupta – e venho publicando isso há mais de dez anos sem que eles tenham me processado nem uma vez sequer, o que diz muito. O COI era muito pior sob o comando de Juan Antonio Samaranch (morto em abril deste ano), que presidiu a entidade de 1980 a 2001. Ele era um fascista e o fascismo é, além de tudo, uma pirâmide de corrupção. Samaranch trabalhou ao lado do generalíssimo Franco. Essa cultura franquista e fascista se transformou em uma cultura gângster.
A corrupção no COI diminuiu com a saída de Samaranch?Vou ilustrar com uma história. No meu site publiquei uma foto de Blatter cumprimentando um mafioso russo, em 2006, em um encontro com dirigentes do país. O russo foi quem fez o esquema em Salt Lake, na Olimpíada de Inverno de 2002, para que os conterrâneos ganhassem o ouro em patinação artística. Pois bem, Blatter, Havelange e muitos outros da Fifa são parte do comitê do COI. Essa é a dica de como a Rússia está agindo para sediar a Copa de 2018.

Foi assim que o Brasil conseguiu a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016?
Na votação em Copenhague, que deu a sede olímpica para o Rio de Janeiro, o nível de investigação jornalística foi ridículo, só víamos a praia de Copacabana com o povo feliz. Há um grupo no COI que já foi denunciado por receber propina no escândalo da ISL – e quem acompanha a entidade sabe quem eles são. Os dirigentes dos países só precisam pagar umas seis ou sete pessoas para conseguir o voto. Existe, com certeza, uma sobreposição entre os métodos da Fifa e do COI. Mas a cultura das duas entidades não é tão estrita quanto à de uma máfia, é mais como se fossem máfias associadas, apoiadas umas nas outras. Coca-Cola, redes de fast-food, Adidas, você acha que essas companhias não sabem o que está acontecendo? Eles não são estúpidos. A cara de pau é tamanha que Jacques Rogue, presidente do COI, disse em Turim, em 2006, que o COI e o McDonald’s compartilham os mesmos ideais. Será que ele não sabe quanto a obesidade infantil é um problema gravíssimo em vários países? Ou faz parte do jogo ceder a esses interesses?

sábado, 26 de junho de 2010

Resposta a um saudosista irracional





Pela internet, li as reclamações de um garoto, que se acha uma espécie de Arnaldo Jabor. Quer dar uma de niilista e reclamão, mas fracassou fragorosamente em sua tentativa. Vejam o que ele falou em seu blog:




"Quero o velho mundo, a volta ao mundo em 80 anos ou mais, muito mais. Chamem como quiser: careta, quadrado, ultrapassado. O fato é que sinto saudade de um tempo que não mais existe. Sinto saudade de um tempo que não vivi.

Quero um mundo espontâneo, original, real. Nada de virtualidades, que tornam tudo mais fácil. Até parece masoquismo, mas eu gosto mesmo é do desafio, das cartas que demoram a chegar, das viagens longas e fatigantes, dos chiados nos velhos discos. Não quero tecnologia, fast food, MP não sei das quantas... nem sei o que é um conversor digital! 

"Mas, Bruno, você está na Internet". Sim, eu sei, da Internet eu não abro mão. É uma coisa que pode ser útil, e já que existe eu me utilizo dela para tais utilidades, inclusive compartilhar minhas idéias com o mundo. Mas, sinceramente, eu preferia que não houvesse também este veículo.

Quero o mundo de outrora, de dantes, quando se escrevia "pharmacia", "Parahyba" e "phtysica". Quero o mundo das rodas de amigos, seja fazendo mesa redonda em bares, seja discutindo política nos porões clandestinos. O mundo da gratidão, do afeto, do respeito ao próximo e da boa convivência. Quero o mundo sem drogas, mas com o ar puro, o cheiro da relva. 

Nos dias de hoje, bonito é ser "far-down", que para quem não sabe é algo como "cabisbaixo". Pode uma coisa dessas? Por que tanta obsessão por línguas alienígenas? E quem é o mentecapto que quer "estar para baixo"??? Antigamente, um bolachão de vinil girava 78 vezes por minuto e só trazia duas músicas, uma de cada lado. Hoje, um aparelhinho microscópico agrega dentro de si cerca de 1000 arquivos! Isso é bom? Vai da visão de cada um, mas com certeza não é o que eu acho.

Quero o mundo antigo, o mundo que acabou, morreu, desmundou. O mundo que deixou de ser mundo para virar um globo na imensidão do espaço. Nada mais. Nem necessita definição, é esta a realidade: o mundo é só uma esfera girando no infinito. E nós, que o povoamos, somos robôs, máquinas, celulares, i-pods. Não vivemos, funcionamos."

Somos programados para obedecer, comprar, beber, fumar, roubar, matar, ter olho gordo.

Será que eu estou atrasado? Ou conservadores são aqueles apegados demais a noitadas, salas de bate-papo, academias, piercings e tatuagens? Isso é você, caro leitor, que deve refletir e responder. Quanto a isso, me abstenho e deixo livre a discussão. Mas o mundo que eu visualizo está longe de ser o mundo que eu vejo. "


Resposta:


"Bruno, como você quer o retorno aos anos 80 se nem nos 90 nasceu, guri de
12 anos? Você sonha um sonho que, se colocado em prática, levaria ao desastre cabal das sociedades humanas. À primeira vista, seu projeto é semelhante ao de Rousseau: a negação das sociedades industriais, o retorno ao campesinato, a idéia de que a sociedade ocidental moderna é “corrupta”, e para retornar à “Era de Ouro” da civilização, à era do “bom selvagem”, devemos destruir os fundamentos dessa civilização. Você aspira a uma época de destruição, portanto. Agostinho dizia que o homem nasce corrupto pelo Pecado Original. Rousseau atribuiu a corruptibilidade à sociedade moderna, isentando o homem da mesma. É nobre, portanto, seu sonho? Sua idéia não é nova: data do século XVIII da era moderna. Tampouco pode-se supor que alguém que compreenda prima facie como isso levaria à dizimação de bilhões de pessoas, então que é alguém em plena sanidade, exceto pela ignorância.


Em primeiro lugar, ao compreender as regras de mercado conclui-se que a
especialização tecnológica nasce da 
demanda por ela pela própria sociedade dos anos 80. Como nela você não nasceu, vou lhe contar: tínhamos computadores da linha 386 Intel que demoravam horas para fazer cálculos mais complexos. Nossos celulares, para falar nossos familiares, custavam mais de 1000 dólares e pesavam um tijolo, somando- se a isso a má qualidade da ligação. Os “fast foods” tiveram sua gênese do pouco do trabalhador para gastar horas em um almoço à servir a uma sociedade em expansão demográfica. Uma coisa interessante: na época em que se escrevia “Pharmacia” você morreria de cólera, tifo, tuberculose ou de qualquer enfermidade tratada através de medicamentos cujo preço fora declinando em razão da competição de mercados e da produção em larga escala.


Uma sociedade “perfeita” (para você) é aquela em deveríamos voltar para
antes da Primeira Revolução Industrial: antes do aumento populacional intenso que a humanidade teve. O que vemos é: a população cresce, e, portanto, a demanda por meios que tornam nosso tempo de trabalho e lazer maior continuará a ser exigida. Se você
invertesse a sociedade, cairia no caos: faltará alimento, miséria inaceitável, porque não terão indústrias para alimentar bilhões de pessoas. Doenças já eliminadas retornarão à tona, a barbárie circularia e a sua sociedade que cometeu auto-suicídio começaria
tudo de novo: a sua “revolução antiga” é não só a negação daquilo que mantém vivos bilhões de pessoas, mas o desejo de extinção consciente ou não da espécie humana. Em um século XX construído por engenharias sociais, considero imoral alguém propor um projeto rousseauniano desses.
Nós não somos programados coisa alguma: temos a liberdade de viver ou não
em sociedade. Você pode muito bem ir morar na roça, no meio do mato, se quiser.
Aposto que não sobreviveria uma semana. Já fez essa experiência? Ter de caçar para viver? Ter fogo com fogueiras? Sem medicamentos, sem roupas prontas? Faça isso e você dará valor à engenhosidade humana derivada do trabalho científico que resultaram na qualidade e expectativa de vida humana em nível incomensurável. Seu sonho, na verdade, é um pesadelo real. Reflita. Abraços."

Tirem as crianças da sala: Começou a propaganda do Serra na TV


Começaram as inserções de Serra na TV. Na Bandeirantes, passaram agora há pouco três em sequência, com direito à uma propaganda do Governo do Estado de São Paulo. Ou seja, além da propaganda do candidato, uma inserção do governo do estado para corrobar o proselitismo eleitoral. Será que pode?
Para piorar a mentira, tentam vender a imagem de um Serra que se preocupa com os pobres. Mais mentiroso, impossível. Basta lembrar do sucateamento da educação em São Paulo, o aumento da violência e o desrespeito com as intermináveis filas para a população conseguir uma consulta nos hospitais públicos. Quer mais? Lembre também dos preços abusivos dos pedágios nas estradas de São Paulo.

Quem cair no conto da propaganda do "Serra que se preocupa com os pobres" é muito ingênuo ou muito tucano.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Serra escolhe Álvaro Dias como vice:DEM protesta



Depois de tanta demora e suspense, escolheram um senador com pouca expressão para ser vice de Serra. 
É verdade que ninguém vota no vice, mas como conseguir palanque nos estados com um senador do Paraná do próprio partido?Álvaro dias, do PSDB do Paraná, é o nome, depois de especularem até Itamar Franco. É verdade que ninguém vota no vice, mas como conseguir palanque nos estados com um senador do Paraná do próprio partido? O DEM já deixou claro que só aceitaria uma chapa "puro-sangue"com Aécio Neves. Este não aceitou ser vice de Serra pois queria ser o candidato do partido. A candidatura do ex-governador de São Paulo, que largou o posto para o qual foi eleito assim como largou o cargo de prefeito para se tornar governador se mostra cada vez mais inviável. Com poucos partidos na chapa, o PSDB tem uma candidatura com pouco apoio nos estados, um vice que não acrescenta nada de novo e que tira o cada vez menor apoio do DEM.

Recentemente FHC disse que confia cada vez menos em uma vitória de Serra. Para piorar o quadro para os tucanos, Dilma cresce cada vez mais e terá um tempo bem maior que José na televisão.Pouco apoio, um vice inexpressivo, irritação do maior partido aliado e o candidato terá pouco tempo na TV. A única aposta de Serra são os debates e o apoio indireto (ou será direto) de Marina Silva, com seu partido frágil e inexpressivo, o PV. Aliás, Gabeira no Rio já mostrou que será  um soldado da campanha do Serra, praticamente esnobando a candidatura da acreana.
Talvez fosse melhor mesmo Serra ter escolhido Itamar, que ao menos tem alguma experiência e carisma, o que agregaria muito à sua candidatura. Neste ritmo, não será necessário muito esforço para Dilma vencer a eleição: O PSDB faz todo o esforço para sabotar sua própria candidatura, exatamente como fez em 2002 e em 2006. Em matéria de vice Dilma demonstra ter um vice mais viável e que trará mais apoio e votos, com Michel Temer.
De favorito quando as pesquisas começaram à uma candidatura frágil, sem uma estratégia eficiente e sem apoio: Este é o retrato que se desenha para o fracasso de José Serra.



Agentts-Banda dos anos 80 brasileira bem interessante




Agentss é considerado a primeira banda eletrônica da história
no Brasil. Na real, algo mais no contexto da NEW WAVE
com influências eletrônicas.
Kodiak Bachine com seus dois MINIMOOGS dava o tom da modernidade
somado ao estilo NY avantgard das guitarras de Miguel Barella
creditado no primeiro compacto como ORION MIKE.
Essa turma, além de talentosa, estava super sintonizada com a 
efervecência do que havia de mais descolado nas grande capitais
mundiais, em especial à cena de Nova Iorque.
Fonte.



Download.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Aperitivo para Brasil x Portugal

Olimpíadas de 1996:



Brasil 5 x Portugal 0, com grande atuação de Ronaldo.

Seleção de 70 também dava suas pixotadas

É fato que a seleção brasileira campeã da Copa de 1970 no México foi um dos melhores times que o mundo da bola já viu. O que pouca gente lembra ou sabe é que aquele timaço com Jairzinho, Pelé, Gerson e Rivelino também protagonizava momentos bizonhos, no melhor estilo "pelada de fim de semana". Em tempos onde virou moda colocar culpa na bola utilizada na Copa do Mundo, este vídeo cai como uma luva:



Salvem o Tucano Serra

quarta-feira, 23 de junho de 2010

CNI/Ibope aponta Dilma pela primeira vez na frente de Serra


Pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgada na tarde desta quarta-feira aponta Dilma Rousseff (PT) pela primeira vez liderando a disputa à Presidência, com 40% das intenções de voto. José Serra (PSDB) tem 35% e Marina Silva (PV), 9%.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. Em um eventual segundo turno, Dilma também bate Serra por 45% a 38%, de acordo com a pesquisa.



Os ratos começam à abandonar o navio:

Mônica Bergamo: FHC diz ter sérias dúvidas sobre vitória de Serra nas eleições

Evangélico espera milagre em seu carro porcaria




























Fonte

terça-feira, 22 de junho de 2010

Violações dos direitos humanos nos Estados Unidos

A Organização dos Direitos Humanos denuncia e prova: Milhares de crianças são exploradas nas fazendas dos Estados Unidos:







A imprensa internacional enche a boca para fazer denúncias em países pobres, mas por que nenhum jornal fala sobre violações como esta em países ricos? Por que têm medo? Está sempre na moda falar mal de Cuba, falar mal do Irã e falar mal dos países pobres, mas por que nenhum jornal, como os próprios jornais brasileiros que gostam de fazer fofoca sobre o Irã, falam sobre coisas assim? Ao que parece, boa parte da riqueza conquistada pelo setor agrícola estaduindense provém de exploração infantil.
Isto não é novidade, já que empresas de lá lucram bilhões de dólares às custas de um trabalho praticamente escravo, como os chineses explorados montando produtos eletrônicos e crianças pobres do sudeste asiático fabricando tênis, sapatos e outras coisas para empresas como a Nike.

Jornalista torce?

Juca Kfouri:Seriedade na cobertura esportiva

Nesse clima da Copa do Mundo, é oportuno comentar aqui a pergunta de Juca Kfouri no artigo "O Brasil não vai à guerra" [texto publicado originalmente no Jornal da ANJ, em abril de 1998, e republicado em: DOUBOR, L. et al. Desafios da Comunicação. Petrópolis: Vozes, 2000]: "O jornalista torce?". O professor e profissional propõe o seguinte problema:
É sexta-feira, véspera de decisão da Copa do Mundo. No domingo, o Brasil e a Alemanha estarão em campo e você descobre que o juiz apitará a grande final está comprado para ajudar a seleção brasileira. O que você faz?
a) Publica o furo no sábado, o que dará tempo para que se mude o juiz.
b) Espera o jogo para confirmar a má atuação do juiz, só aí publica.
c) Não publica nada, nem antes nem depois.
Pergunta instigante, segundo Kfouri, tendo a esmagadora maioria resposta "b" ou "c" em suas palestras para estudantes. Na opinião dele, porém, "é óbvio que a sua (do jornalista) obrigação é contar tudo, mesmo que não seja agradável e não ajude a Seleção Brasileira". A justificativa é de que não se trata de um segredo de guerra, não revelados em nome da pátria. Para Kfouri, o jornalista que optasse pela opção "a" poderia ser considerado um traidor da pátria, assim como já acontece com aqueles que ousam criticar a seleção com mais veemência. Aliás, isso só é permitido em programas e sites de humor, críticas fundamentadas e contundentes há poucas.
"Não cabe ao jornalista ser simpático, senão verdadeiro", sentencia Kfouri, e emenda que "será importante, sempre, ressaltar que o pênalti não marcado para o Brasil deverá ter a mesma importância do que não é marcado contra o Brasil".
Próxima Copa

Difícil seguir à risca esses conselhos, quando se vê uma cobertura apaixonada da Copa do Mundo. Para Jean Chalaby [CHALABY, J. K. The invention of journalism. New York: Palgrave, 1998.], o bairrismo nada mais é que uma estratégia discursiva utilizada pelos jornalistas desde o início do século passado, além de uma forma de marcar a concorrência entre jornais. Porém, ele utiliza exemplos de guerra, com a associação, por jornais, a valores como coragem, honra e orgulho, palavras recorrentes na cobertura futebolística atual. O bairrismo é uma oportunidade, segundo o autor, de promover o consenso sem incorrer no que ele chama de riscos comerciais, isto é, o bairrismo, o nacionalismo, resultam em lucratividade certa. Enfim, um jornalismo de consenso, uma "pseudo opinião".

Mas, se o futebol é uma "paixão nacional", como evitar uma cobertura apaixonada do campeonato mundial? Não estamos tratando de explicar uma decisão da equipe econômica, ou uma análise de conjuntura política. Em minha opinião, a cobertura apaixonada, colorida, vibrante, principalmente na televisão, é necessária, porém, concordo com Kfouri em que "a emoção cabe sim, na justa medida em que aconteça, que reflita o clima de uma Copa".
Aliás, ganhar ou perder uma Copa do Mundo é somente ganhar ou perder uma Copa do Mundo. O Brasil não vai ser melhor ou pior sendo penta ou hexa no futebol, e comparações esdrúxulas, como fez a revista Veja sobre as trajetórias de Pelé e Nelson Mandela ("Vidas paralelas", edição de 2/6/2010) soam como um serviço à desinformação.
Interessantes, para os apaixonados por futebol ou não, são as muitas matérias sobre os arredores e bastidores da Copa, muitas vezes trabalho de jornalistas de outras editorias, que não a de Esportes. Assim o mundo vai conhecendo um pouco mais sobre a África do Sul e o continente africano, pela primeira vez sede de uma Copa do Mundo, sobre suas alegrias e mazelas. E em 2014 será a nossa vez, como sede, de mostrar mais do que somente o futebol, para o bem e para o mal.

Fonte: Observatório da imprensa

CQC mostra o quão ridículos são os partidários do PV

De quebra, deixam a Marina Silva nervosa porque ela sabe que seu partido é irrelevante, empregadinho do PSDB e que Fernando Gabeira apóia Serra, e não ela:

Evolução do coração ao longo de milhões de anos

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A natureza não é perfeita

Se você é teísta e acha que a natureza conspira favoravelmente para os humanos, veja isto aqui:

Registro de jornalista

Para quem se formou em jornalismo, esta é uma dúvida muito comum.
Caso tenha se formado, este é o caminho para obter o seu registro:

Cópias de RG, CPF, carteira de Trabalho (parte da foto e da qualificação civil) e do Diploma (frente e verso).

Vá no ministério do trabalho de sua cidade com estes documentos (originais e cópias), dê entrada no processo
e aguarde alguns dias.

domingo, 20 de junho de 2010

Destaques da rodada:Zebras e vitória do Brasil

O jogo contra a Costa do Marfim teve momentos distintos. No começo da partida a seleção estava nervosa, travada. Após o golaço de Luis Fabiano, chutando nervoso após um excelente passo de Kaká, o time se acalmou. Destaques negativos para alguns momentos de nervosismo do time de Dunga, errando muitos passes simples e para a pancadaria do time africano, nada técnico e muito desleal. O segundo gol de Luis Fabiano mostrou que quem é craque nunca esquece. Chapelou a deficiente defesa marfinense e ajeitando a bola levemente com o braço, mandou para o gol, marcando o até agora mais bonito gol da Copa.
Elano mostrou ser novamente um jogador confiável, que entra pouco na área mas quando chega nela sabe decidir com frieza.
O gol marfinense saiu após novo apagão da defesa brasileira, exatamente como no primeiro jogo. Contra times de maior expressão, isto poderá ser mais perigoso. Kaká estava nervoso e foi expulso após duas faltas bobas.
Tudo o que seleção brasileira precisa agora é se acalmar. Não há mais motivo para tanta tensão. Se continuar jogando bonito e  sendo letal nos contra-ataques, pode chegar ao título.

Outro destaque da rodada que eu preciso comentar é o fracasso da Itália. Como uma equipe campeã mundial empata com um time semi-amador como o da Nova Zelândia, por 1x1? A azzurra é a antítese do Brasil: Não tem criatividade, não tem o drible e não tem um contra-ataque fatal.

Itália: Fracassos e mais fracassos


O empate da Inglaterra no Sabado, por 0x0, contra a fraca Argélia? Onde está o velho jogo do "chuveirinho" inglês, que não funciona mais? Capello errou ao não colocar Peter Crouch, que ao menos poderia dar uma opção a mais de jogada aérea para os britânicos. À Inglaterra, resta somente ir em breve para casa. O retrato do fraco futebol britânico do jogo foi a saída de Wayne Rooney, ofendendo os torcedores, que vaiavam o time justamente.


Falemos dos nossos vizinhos argentinos: A fácil vitória contra a Coréia do Sul, por 4x1, demonstrou que a equipe é evidentemente uma candidata ao título. Jogando bonito, com Messi dando passes magistrais, o time de Maradona só peca na defesa. Demichelis mostra que é pouco confiável, assim como todos os jogadores de retaguarda. Quando pegar uma equipe à sua altura, pode entregar o ouro. Seria interessante vermos Brasil x Argentina na final. Além de ser uma decisão inédita, colocaríamos o seguinte à prova: toda a banca e o bom futebol da Terra da Prata é páreo para o eficiente futebol brasileiro?

Maradona: beijos em seus protegidos


Olho nessa seleção da Sérvia. Derrotou a empáfia germânica por 1x0, quebrando o oba-oba que os alemães colocaram após a goleada contra a Austrália. Os sérvios podem se classificar e até dar trabalho, caso passem. Lamentável a expulsão infantil de Klose, que vê cada vez mais distante seu desejo de se tornar artilheiro das Copas. E o que falar do pênalti perdido por Podolski? A Alemanha tem tradição, mas ao meu ver não tem futebol para levar o título.
Depois de Kahn, o gol alemão virou uma festa


Dois breves comentários finais:
-A Espanha mostra mais uma vez que vai dar vexame: perdeu por 1x0 para a Suíça, mostrando que não adianta ter um bom toque de bola se não sabe decidir;

-E a França, com Anelka sendo cortado após xingar o técnico? Perdeu para o México de forma humilhante por 2x0 e confirma que não  é absolutamente nada após o fim da carreira de Zidane.



Veja ignora morte de Saramago

A ERA DO GRUNHIDO


Flávio Gomes


O Brasil tem uma revista semanal, “Veja”, que se considera a maior do país. Deve até ser mesmo, sei lá quais são os critérios, não sei quantos leitores tem, quanto fatura, não me interessa. Deixei de assinar essa porcaria anos atrás, já não me lembro se por algum motivo específico, ou se foi, apenas, porque um dia peguei na porta de casa e me espantei: eu ainda gasto dinheiro com esta merda?
Tal revista perdeu a relevância, para estabelecer um marco, depois da queda de Collor de Mello. Naqueles anos de impeachment, as semanais deram vários furos, foram importantes, descobriram coisas. Depois, sumiram. Hoje, a “Veja” é reduto de uns caras chiliquentos como Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes. “Ah, você não lê, como sabe?”, vai perguntar alguém.
Eu de tudo sei, tudo conheço. Piadinha interna.
Mas não quero falar aqui dessas figuras ridículas que acham que escrevem bem e que se julgam parte de algum grupo de pensadores contemporâneos, já que são cheios de fazer citações by Wikipedia e com elas impressionam seus leitores babacas. O que escrevem e dizem, para não ofender demais, repercute entre eles três e seus leitores babacas, todos compartilhados. Eles detestam o Lula e o PT, e é tudo que conseguem exprimir com sua verborragia enjoativa e padronizada. Mas dali não sai, suas opiniões e ataques histéricos contra o que chamam de esquerda brasileira não têm importância alguma, não produzem eco algum.



Só que a capa da “Veja”, embora a revista seja uma droga indizível, tem importância, sim. Afinal, ela é vista por alguns milhões de pessoas, repousa amarrotada durante meses em mesinhas de consultórios médicos, dentistas e despachantes, e as pessoas a notam nas bancas de jornais, ao lado de mulheres peladas. E algumas pessoas ainda puxam assunto em mesas de bares e restaurantes dizendo “li na ‘Veja’”, e tal. São os “formadores de opinião”. Uau.

E aí aparece aqui na minha frente, no estúdio da rádio, a ”Veja” que foi hoje às bancas. Na capa, “CALA BOCA GALVÃO”, uma foto do narrador da Globo, e está dada a senha para uma pretensa reportagem séria de sete páginas, um “box” e três gráficos sobre o poder do Twitter, motivada por uma bobagem infanto-juvenil que nem os “tuiteiros” levam muito a sério, lançada no dia da abertura da Copa. Aliás, nem o Galvão levou a sério, claro, porque discutir um uma “hashtag” de Twitter é como sugerir um seminário para analisar a musicalidade de uma vuvuzela, ou um congresso sobre comunidades bizarras do Orkut.

Ontem morreu José Saramago. O maior escritor da língua portuguesa mereceu desse semanário indefensável meia página, com uma foto e uma legenda editorializada, porque ”Veja” tem opiniões formadas até sobre índice e numeração de páginas. Diz a legenda: “ESTILO E EQUÍVOCO”, reduzindo Saramago a isso, a alguém que tinha estilo e era equivocado, para atacar as posições políticas e religiosas do escritor, comunista e ateu.



Alguém ser comunista e ateu, para a “Veja”, é algo mais condenável do que estuprar a mãe no tanque. “Ao lado da criação literária, manteve-se sempre ativo, e equivocado, na política”, diz o texto pastoso, que nem assinado foi. Uma pobreza jornalística inacreditável. “Nos países cujos regimes ele defendia, nenhum escritor que ousou discordar teve o luxo de uma morte tranquila”, encerra o autor. Como é que alguém pode escrever uma merda desse tamanho? Será que essa gente não tem vergonha do que coloca no papel?
Pois todas as palavras ditas e escritas por Saramago, capaz de obras-primas da literatura universal como “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “Ensaio Sobre a Cegueira”, “Todos os Nomes”, “Memorial do Convento”, “Caim”, “Jangada de Pedra”, mereceram da “Veja” meia página, enquanto três palavras bobas espalhadas pelo Twitter foram parar na capa da revista e em sete de suas páginas.
O que mais me atormenta, quando vejo essas coisas, é saber que graças a decisões editoriais como essa, uma babaquice como o “CALA BOCA GALVÃO” assume, diante dos olhos e do julgamento dos retardados que levam tal revista a sério, uma importância bem maior do que a vida e a obra de Saramago.
Saramago pedindo um café a sua esposa tem mais conteúdo, provavelmente, do que todas as edições juntas de “Veja” dos últimos 15 anos. Ele tinha razão, quando falava do Twitter — não se enganem, Saramago tinha até blog, não era um velhote vivendo numa caverna. Numa recente entrevista por e-mail a “O Globo”, disse: “Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.
Pois a “Veja”, hoje, inaugurou a era do grunhido impresso.