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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sonda da Nasa detecta gelo e compostos orgânicos em Mercúrio



Apesar das escaldantes temperaturas diurnas, Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, tem gelo e compostos orgânicos congelados dentro de crateras que estão permanentemente à sombra, no seu Polo Norte, disseram cientistas da Nasa na quinta-feira (29).






Telescópios na Terra há 20 anos reúnem indícios de gelo em Mercúrio, mas a descoberta de substâncias orgânicas foi uma surpresa, segundo pesquisadores da sonda Messenger, da Nasa, a primeira a orbitar o planeta.

O gelo e os compostos orgânicos, que são semelhantes ao piche ou carvão, supostamente foram levados há milhões de anos por cometas e asteróides que caíram no planeta.

"Não é algo que esperávamos ver, mas aí é claro que você percebe que meio que faz sentido, porque vemos isso em outros lugares", como os corpos gelados do Sistema Solar exterior, e nos núcleos dos cometas, disse à Reuters o cientista planetário David Paige, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Ao contrário da Sonda Curiosity, também da Nasa, que examina amostras de pedras e do solo marciano para procurar compostos orgânicos diretamente, a Messenger emite feixes de laser, conta as partículas, mensura os raios-gama e recolhe outros dados remotamente, enquanto orbita o planeta.

As descobertas de gelo e compostos orgânicos, com base em peças minuciosamente montadas ao longo de mais de um ano, se baseiam em modelos de computador, experiências em laboratório e na dedução, mas não na análise direta.

"A explicação que parece encaixar todos os dados é que se trata de material orgânico", disse o cientista-chefe da Messenger, Sean Solomon, da Universidade Columbia, em Nova York. Paige acrescentou que "não é só uma hipótese louca - ninguém conseguiu nada além que parece se encaixar melhor nas observações".

A ideia de haver química orgânica em Mercúrio era tão remota que a Messenger foi relativamente poupada dos procedimentos de esterilização adotados para minimizar a chance de que bactérias terrestres contaminem qualquer material local com capacidade para gerar vida.

A vida na Terra se baseia em compostos orgânicos, mas nem todos os compostos orgânicos - à base de carbono e oxigênio - estão necessariamente associados à vida. Os cientistas não acreditam que Mercúrio seja ou já tenha sido adequado à vida, mas a descoberta de compostos orgânicos em um planeta do Sistema Solar interior pode revelar como a vida começou na Terra, e como ela pode evoluir em outros planetas fora do Sistema Solar.

As descobertas foram publicadas na edição desta semana da revista "Science".


G1

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

EUA planejavam explodir bomba nuclear na Lua durante Guerra Fria

Os Estados Unidos planejavam explodir uma bomba nuclear na Lua como uma demonstração de força diante da União Soviética durante a Guerra Fria, de acordo com relatórios. Assustados pelo sucesso dos soviéticos, em 1957, com o lançamento do primeiro satélite artificial do mundo, o Sputnik, os americanos desenvolveram um projeto secreto chamado "Projeto A119". Segundo o jornal britânico The Telegraph, o dispositivo nuclear seria lançado de um local desconhecido. A detonação da bomba provocaria um enorme flash de luz que poderia ser visto da Terra.

Chefes Militares americanos teriam supostamente criado o projeto na esperança de que a União Soviética ficaria intimidada ao ver o flash da Terra. Isso daria aos EUA um impulso moral muito necessário, de acordo com o físico Leonard Reiffel, que estava envolvido no projeto.
De acordo com reportagem do The Sun, o EUA pretendiam usar uma bomba atômica, porque uma de hidrogênio seria sido muito pesada. O planejamento incluiu cálculos feitos pelo astrônomo Carl Sagan, ligado ao governo americano na época.

Autoridades militares, no entanto abandonaram a ideia, que teria ocorrido em 1959, por causa de temores de que a explosão poderia ter um efeito adverso sobre o planeta.
Os documentos do projeto foram mantidos em segredo durante quase 45 anos, e, apesar dos relatos, o governo dos EUA nunca confirmou formalmente a participação.

Terra

Aprovado projeto que obriga planos de saúde a oferecer tratamento domiciliar a doentes de câncer




Os planos de saúde poderão ser obrigados a cobrir o tratamento quimioterápico domiciliar de uso oral ao doente de câncer e os custos de medicamentos usados pelos pacientes, como reposição hormonal. Na noite desta quarta, 28, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara aprovou projeto de lei que trata do assunto.

De autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), a proposta segue, agora, para análise da Comissão de Constituição e Justiça, em caráter conclusivo, ou seja, caso aprovada, irá à sanção presidencial sem a necessidade de votação pelo plenário da Casa.

De acordo com relator da proposta, deputado Reguffe (PDT-DF), a medida poderá representar economia de R$ 175 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). “Com a economia [de recursos] será possível adquirir 58 equipamentos de radioterapia, uma das principais carências do sistema público de saúde, ou construir 580 postos de saúde”, estimou o relator em seu parecer.

Atualmente, segundo o deputado, 40% dos tratamentos oncológicos são de uso oral e feitos em casa. O percentual deve dobrar em 15 anos. “Isso mostra que a legislação deve acompanhar as inovações científicas”, disse.

Pelo texto, os planos de saúde serão obrigados a oferecer planos que incluem atendimento ambulatorial, tratamento de quimioterapia oncológica domiciliar de uso oral e medicamentos para o controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento.

No caso dos planos que incluem internação hospitalar, a proposta obriga a cobertura para o tratamento de quimioterapia oncológica ambulatorial e domiciliar, procedimentos radioterápicos e hemoterapia, visando a garantir a continuidade da assistência prestada na internação hospitalar.

“Além do prejuízo causado ao consumidor beneficiário de planos de saúde, a problemática do tratamento oral contra o câncer tem causado impacto negativo ao SUS, que acaba recebendo a demanda reprimida dos planos de saúde, provocando mais custos para o sistema público, que já enfrenta uma crise financeira sem precedentes na história”, ressaltou.


Agência Brasil

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Scolari assume a seleção brasileira

Luiz Felipe Scolari está de volta à seleção brasileira. O técnico que conduziu a equipe à sua última conquista de Copa do Mundo, em 2002, terá a missão de iniciar nova fase a partir de janeiro com os objetivos de triunfar na Copa das Confederações, em junho, e na Copa de 2014. O anúncio da CBF será feito nesta quinta-feira depois que detalhes do novo contrato sejam acertados

Felipão está desempregado desde setembro, quando foi demitido do Palmeiras. O apelo popular em relação ao seu nome influenciou a decisão de José Maria Marin em apontá-lo como sucessor de Mano Menezes. Mesmo com trabalhos recentes pouco convincentes, a experiência de 10 anos atrás pesou.

A confirmação de Felipão, nome apoiado também pelo vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, forçou a saída de Andrés Sanchez do cargo de diretor de seleções. Sanchez gostaria de ter um técnico de sua confiança e esperava que em janeiro, após o Mundial de Clubes, a CBF procurasse Tite, do Corinthians.

Felipão fará sua estreia no comando da seleção em fevereiro, dia 6, em amistoso contra a Inglaterra, em Wembley. Ele terá até 20 jogos até a Copa, em 2014. Além do técnico, a CBF anunciará Carlos Alberto Parreira como coordenador técnico da seleção. Felipão e Parreira deverão representar a CBF no sorteio da Copa das Confederações, sábado, em São Paulo.

Reclamações do Procon vão passar a ser divulgadas na internet



A vida daqueles que possuem problemas com o Procon está para ficar mais difícil. Isso porque o “Acordo de Cooperação Técnica” deve ser assinado hoje (28/11) e, com ele, a primeira base de dados brasileira formada por reclamações dos consumidores deve ser disponibilizada na internet.

O acontecimento, que vai permitir que as pessoas consigam se informar melhor sobre aqueles que estão passando por processos administrativos, traz um enorme número de informações. Segundo o Olhar Digital, a base é formada por reclamações vindas de 275 Procons de 274 cidades brasileiras, totalizando aproximadamente 7 milhões de registros contra mais de 400 mil empresas.




Caso você queira conferir a lista, basta acessar a página do Portal Brasileiro de Dados. Uma vez que isso é parte da Lei de Acesso à Informação, podemos esperar que o número de registros aumente consideravelmente nos próximos meses.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Menina Fantasma no Elevador - Pegadinha do Sílvio Santos

Divulgada a sinopse do novo 'Jornada nas estrelas'



Para saciar a sede de novidades dos fãs de "Jornada nas estrelas", a Paramount Pictures divulgou a sinopse da trama de "Star Trek into darkness", próximo filme da franquia. No novo longa, o Capitão Kirk vai tentar capturar um terrorista de posse de uma arma de destruição em massa. A continuação de "Star trek" (2009), do diretor J. J. Abrams, estreia no Brasil em julho de 2013.

"Quando a equipe da Enterprise é chamada de volta para casa, eles descobrem que uma força terrorista incontrolável, de dentro da própria organização, detonou a Frota e tudo que ela representa, deixando o mundo em crise. Com uma dívida pessoal a resolver, o capitão Kirk lidera uma caçada na zona de guerra para capturar uma arma de destruição em massa".

O resumo dramático do filme continua: "Enquanto nossos heróis são empurrados para um jogo de xadrez de vida ou morte, o amor será desafiado, amizades serão desfeitas e sacrifícios deverão ser feitos pela única família que Kirk ainda tem: sua tripulação".

"Star Trek into darkness" traz Chris Pine no papel do Capitão Kirk novamente, ao lado de Zachary Quinto e Simon Pegg interpretando Spock e Scotty. Um dos vilões do filme será Benedict Cumberbatch, protagonista da série de TV "Sherlock". A direção do filme de ficção científica continua com Abrams.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Fumo 'apodrece' cérebro, diz estudo britânico



O cigarro "apodrece" o cérebro ao danificar a memória, o aprendizado e o raciocínio lógico, segundo um estudo feito por pesquisadores da universidade King's College London, na Inglaterra.

A pesquisa feita com 8,8 mil pessoas com mais de 50 anos mostrou que alta pressão sanguínea e estar acima do peso também afetam o cérebro, mas não na mesma medida.

Cientistas envolvidos na pesquisa afirmam que as pessoas precisam perceber que o seu estilo de vida afeta tanto a mente quanto o corpo.

A pesquisa foi publicada na revista científica "Age and Being".



Os pesquisadores investigaram o elo entre o cérebro e as probabilidades de ataque cardíaco e derrame.

Os voluntários da pesquisa -- todos com mais de 50 anos -- participaram de testes de memorização de novas palavras. Eles também eram instigados a dizer o maior número de nomes de animais em um minuto.

Os mesmos testes foram realizados após quatro anos e depois oito anos.

Os resultados mostraram que o risco de ataque cardíaco e derrame "estão associados de forma significativa com o declínio cognitivo". As pessoas com maior risco foram as que mostraram maior declínio.

Também foi identificada uma "associação consistente" entre fumo e baixos resultados no teste.

"O declínio cognitivo fica mais comum com o envelhecimento e para um número cada vez maior de pessoas interfere com o seu funcionamento diário e bem-estar", diz Alex Dregan, pesquisador que trabalhou no estudo.

"Nós identificamos uma série de fatores de risco que poderiam ser associados ao declínio cognitivo, e todos eles podem ser modificados. Nós precisamos conscientizar as pessoas para a necessidade de mudanças de estilo de vida por causa do risco de declínio cognitivo".

Para Simon Ridley, pesquisador da entidade Alzheimer's Research UK, o declínio cognitivo ao longo dos anos pode levar a doenças como demência.

Outra entidade britânica de estudo do Alzheimer -- a Alzheimer's Society -- emitiu uma nota na qual elogia o estudo da King's College London.

"Todos sabemos que cigarro, alta pressão sanguínea, altos níveis de colesterol e alto índice de massa corpórea fazem mal ao coração. Essa pesquisa acrescenta vários indícios de que isso pode fazer mal à cabeça também".

domingo, 25 de novembro de 2012

Executivo da Globo chama de "retardado" quem assiste "Pica-pau"

Responsável pela direção do "TV Xuxa", programa exibido nos sábados da Globo, Mário Meirelles se descontrolou e não poupou ataques aos telespectadores de "A Turma do Pica Pau", da Record.

Como se sabe, a sessão de desenhos é a principal concorrente do programa de Xuxa e costuma complicar a emissora carioca com certa frequência há alguns meses.

Na tarde deste sábado (24), Mário Meirelles publicou em seu perfil no Twitter: "Atencao retardados que estao assistindo Pica Pau comecou #TVxuxa".


Após ser repreendido por alguns de seus seguidores, o profissional insistiu no erro e foi mais além: "Ta bom Atencao Idiotas que que estao assistindo Pica pau Comecou #Tvxuxa sua unica esperanca de sair dessa lavagem cerebral".

O diretor não parou por aí e continuou provocando: "Amigos se eu soubesse que entre meus seguidores existissem tantos retardados nao tinha tocado no assunto desculpem da unfolow e bye".

Percebendo a quantidade de pessoas reclamando das ofensas, Mário Meirelles se explicou: "Nao falei do publico infantil e sim dos adultos que preferem perder uma homenagem a Fernanda Montenegro mas ja foi né isso aqui eh Twitter".

Ele terminou a sequência de tweets pedindo desculpas caso tenha sido grosseiro.

Em tempo:

Esta não é a primeira ocasião que Mário Meirelles perde a compostura no Twitter e o respeito por seus concorrentes e seguidores. Em julho deste ano, ele insinuou que jornalistas recebiam dinheiro para publicar matérias relacionadas à baixa audiência do "TV Xuxa". Três dias depois, ele se retratou publicamente.

Mário Meirelles é diretor do "TV Xuxa" há um ano. Ele assumiu o programa em novembro de 2011 com a missão de alavancar os índices de audiência. Meirelles pertencia à produção do "Caldeirão do Huck" e está em seu primeiro trabalho como diretor-geral.


E quem vê Zorra Total? É o que? E o que a Xuxa acrescenta à televisão? Não tem cultura, acha que não envelheceu e se acha importante. No máximo, chamaria quem gosta de Zorra Total e Xuxa de sem cultura. Mas "retardado" é ele. Como diretor de um grupo de mídia, não pode chamar um potencial espectador de "retardado".
Retardamento é o que a programaç
ão da Globo faz, manipulando notícias, fazendo um jornalismo esportivo ridículo metido a engraçadinho e tantas outras coisas.
Este sujeito já devia estar na rua. Jamais um executivo da ABC dos EUA ou da BBC da Inglaterra falaria isto. Em qualquer país decente, esse imbecil já poderia ter sido processado, teria que se retratar em público e seria demitido. Engraçado essa notícia não sair na Folha, no Globo, no Estado de S.Paulo etc.

sábado, 24 de novembro de 2012

Ceder o lugar para idosos no coletivo é uma questão de cidadania

Nesta quarta, estava no metrô de São Paulo e fiquei estarrecido. Ninguém cedia lugar para idosos, quando entravam no trem. Falei em voz alta que acho isto absurdo. Essa gente não tem mãe, pai, avô, avó? Quando chegarem nesta idade, vão querer a gentileza que não lhe fizeram na juventude. Tenho vergonha de pessoas sem educação.
Quando entrar um idoso no ônibus, ceda seu lugar.
Fiz esta campanha na minha página do Facebook "Meme consciente" e ainda teve gente que deu desculpa esfarrapada para não dar lugar aos idosos (clique para ampliar):


É bom lembrar que a garota acima fez um comentário abertamente em uma rede social, publicamente, logo ninguém pode reclamar do fato de eu estar refutando-a também publicamente. Não quer aparecer por falar besteiras na internet? Não fale-as então. Gostaria de lembra que além de um blog jornalístico, este blog também é meu espaço opinativo. Esta não é uma matéria jornalística, na qual aí sim não deveria existir opinião pessoal. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Resenha: Rick Wakeman viaja ao passado em São Paulo



Nesta quarta-feira (21), o mestre dos teclados Rick Wakeman voltou a capital paulista, depois de 11 anos, no Teatro Bradesco. Acompanhado da sua banda English Rock Ensemble, ele fez duas apresentações em sequência, as 21 e as 23h30 (o segundo show atrasou um pouco). 



A banda é composta por Tony Fernandez (baterista, amigo desde os tempos dos "Strawbs"), Nick Beggs (baixo), Ashley Holt (vocalista, a voz de todos os seus álbuns mais marcantes) e  Dave Colquhoun (guitarra).  Na plateia podiam ser vistas pessoas de todas as idades, com destaque de muitos e muitas fãs da "geração youtube", que provavelmente conheceram Wakeman por influência dos pais ou por terem achado-o "cult", após verem vídeos na internet. O fenômeno é interessante, pois mostra que o rock progressivo definitivamente não morreu e ainda conquista novos adeptos. A apresentação é diferente do que tem sido visto na própria terra de Wakeman (Inglaterra) onde ele costuma fazer apenas shows de piano e contando piadas.

Foto: Aurelio Moraes

O show começa com um medley do seu álbum Journey to the Centre of the Earth. A banda ataca com a introdução, segurando no baixo e na bateria e então entra Rick Wakeman no palco, começando a tocar com um timbre de coral num dos nove teclados. Sucessivamente vai passando para seu velho sintetizador minimoog e para os outros instrumentos. Sem contar com um coral, uma orquestra e a narração original do álbum, ele passa pela principais músicas do "Jornada" (como é conhecido pelos fãs), com muito improviso e solos viajantes de rock progressivo.
É bom ressaltar que neste ano Wakeman regravou todo o álbum "Jornada ao Centro da Terra", com direito a um vocal feminino e duas novas faixas.


A segunda música é "Catherine Howard", do álbum "The Six Wives of Henry VIII", com os músicos se divertindo bastante ao tocá-la.

Depois, é a vez da faixa "The Visit", do "Phantom Power", com as músicas gravadas para o filme original da década de 20 do Fantasma da Ópera (fora de catálogo atualmente). O interessante é que na última vez que esteve no Brasil, em 2001, a música foi cantada por Damian Wilson (vocalista figura fácil em bandas de progressivo). Com Ashley Holt, resgata-se uma versão bem próxima da original. Curioso também é ouvir o guitarrista e o baixista fazendo em uníssono a segunda voz da música, originalmente da vocalista Chrissie Hammond. Sem um sintetizador Prophet no palco, Wakeman emula-o em um Roland, com uma timbragem bem similar ao do lendário teclado, na hora do solo.

(foto: Flávia Lopes Almeida)

Chega a vez de "Myhths and Legends of King Arthur and the Nights of the Round table". Ele passa pelas faixas Arthur, Guinevere (que não era executada ao vivo há muitos anos), Lancelot and the Black Night e The Last Battle. Novamente, Holt faz toda a diferença, contando sempre com os solos de minimoog e os arranjos cheios de orquestração. É uma pena que os shows do Brasil não tenham contado com uma orquestra, como os que acontecerão na Argentina, mas não ficam devendo em qualidade por isto.




O baterista de muitos anos Anthony Fernandez (foto: Antonio Saraiva Coelho)

Falando um pouco sobre a banda, Fernandez utilizou uma timbragem bastante jazzística nos shows, porém com um "peso" interessante". O novo integrante da banda de Wakeman Nick Beggs é e bastante virtuoso, tendo até um solo no show. Beggs utiliza muito a técnica de slap, marcando o tempo nas músicas e se tendo um bom entrosamento com Fernandez, na "cozinha" das músicas. Dave Colquhoun já toca a um tempo com Rick e também tem bastante espaço para solar.

Beggs (foto: Antonio Saraiva Coelho)

Chega a vez de "Music Reincarnate", do "No Earthly Connection". Como Ashley Holt cuidou da sua voz em todas estas décadas, a versão é bem parecida com a do álbum, sendo bem emocionante para os fãs.

Em "Catherine Parr", Wakeman mostra todo seu virtuosismo, executando seus solos de órgão Hammond (em um sintetizador) e no moog. A banda acompanha tudo com bastante velocidade e precisão.

Dave Colquhoun e Wakeman


O show volta para o álbum do Rei Arthur em Merlin, o momento quando Rick Wakeman pega seu teclado portátil e vai para o meio da plateia, onde escolhe uma assistente para segurar o teclado enquanto ele termina o solo no palco. No primeiro show, uma senhora bastante desajeitada quase deixou cair o teclado. Já no segundo, a jovem Cris Guerra não decepcionou e saiu emocionada. Esta versão de Merlin conta com vocais desde 1993, quando Rick criou uma letra para ela no álbum "Classic Tracks". A original era somente instrumental.


(Foto: Acervo pessoal de Cris Guerra)

A apresentação é encerrada com uma versão de Starship Trooper, do Yes. A música, que foi gravada em 1971 quando Rick nem era membro da banda, é apresentada em uma releitura do mesmo do álbum Fields of Green, de 1997, gravada originalmente por Chrissie Hammond. Ashley Holt não tem propriamente dita a voz ideal para a canção, que soa melhor com vocais mais suaves, mas vale a versão pelos solos do Mago dos Teclados.
Na segunda apresentação, a banda já estava bastante cansada (culpa da produtora, que marcou duas apresentações para a mesma noite), mas por outro lado já estava familiarizada com o palco e devidamente aquecida.
Rick Wakeman mostrou que era realmente a alma do Yes, com sua grande presença de palco, seu bom humor nos comentários - como quando pediu desculpas por seu português, dizendo que seu inglês também era ruim- assim como sua qualidade técnica de grande músico e tecladista, além de sua brilhante capa de mago.

Nick Beggs e Rick Wakeman

Wakeman, passando no meio da plateia

Toda a banda, vista de cima







Vídeos:


Catherine Parr:

 

 The visit:

 


 The forest/The Battle:

 


Music Reincarnate/ No Earthly Connection:


 Arthur:

 


Catherine Howard:


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Falemos baixo no celular

Por favor, falemos baixo no celular na rua. Ninguém quer ouvir conversa íntima, risada escandalosa e toque de celular no último volume, com funk ou qualquer coisa barulhenta. É uma questão de educação.
Sejamos discretos ao falar no celular. Nada pior do que entrar em um ônibus cansado e ouvir alguém matracando aos berros, gritando para que todos ouçam sua conversa que ninguém se importa.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O Comportamento do Consumidor Inteligente



Os consumidores inteligentes na área da saúde têm as seguintes características:


1. Eles procuram fontes confiáveis de informação. São apropriadamente céticos em relação aos anúncios de propaganda, depoimentos feitos por convidados de talk-shows e “atalhos” mostrados nas mídias de informação. Informações novas, mesmo quando precisas, podem ser difíceis de colocar em perspectiva sem a orientação de um expert.


2. Eles mantêm um estilo de vida saudável. Isso reduz a probabilidade de ficar muito doente e diminui o custo de cuidados com a saúde. Consumidores prudentes evitam produtos com tabaco, fazem uma dieta balanceada, exercitam-se apropriadamente, mantêm um peso razoável, fazem o uso moderado ou nenhum de álcool e tomam as devidas medidas de segurança (tais como usar o cinto-de-segurança quando dirigindo).

3. Eles selecionam os profissionais com muito cuidado. Diz-se que os clínicos gerais sabem pouco de muito e que os especialistas sabem muito de pouco. A maioria das pessoas agiria melhor começando com um geral e consultar um especialista se o problema necessitar de um tratamento mais complexo.

4. Eles se submetem aos exames necessários e, quando a doença aparece, se cuidam e procuram ajuda médica de acordo com a necessidade. Existem excelentes guias que ajudam a decidir quando o cuidado médico se faz necessário.5. Eles se comunicam de maneira eficaz. Apresentam seus problemas de uma maneira organizada, fazem perguntas pertinentes e defendem seu ponto de vista educadamente quando necessário.


6. Quando o problema surge, eles assumem um papel ativo no tratamento. Isso confere um entendimento da natureza do problema e de como fazer a parte dele ao lidar com ele. Pessoas com doenças crônicas como diabetes ou pressão alta devem evitar se tornarem “experts” no seu caso e usar seus médicos como “consultores”.

7. Eles entendem a lógica da ciência e por que os exames científicos são necessários para testar e para determinar quais teorias e práticas são válidas.8. Eles são cautelosos quanto aos tratamentos que não tenham base científica e argumentos plausíveis. A maioria dos tratamentos descritos como “alternativos” se encaixam nessa descrição.

9. Eles têm familiaridade com os aspectos econômicos dos cuidados com a saúde. Fazem o seguro ou plano de saúde adequado, pesquisam antecipadamente sobre as taxas médicas profissionais, e comparam os produtos e os medicamentos ao comprá-los.



10. Eles denunciam fraudes, charlatanismo e outras ações excusas a fim de extorquir agências e oficiais da justiça. A vigilância do consumidor é um ingrediente essencial para uma sociedade saudável.

Cada um desses princípios é tratado detalhadamente na sexta edição de Consumer Health: A Guide to Intelligent Decisions.




Quackwatch em português

Windows completa 27 anos e é utilizado por mais de 90% dos brasileiros



O Windows completa 27 anos nesta terça-feira (20). Anunciado em 1983, o sistema operacional da Microsoft estreou no mercado em 20 de novembro de 1985, com o lançamento do Windows 1.0. Mais de duas décadas depois, a empresa de Bill Gates já lançou diversas versões do sistema, que é utilizado em cerca de 92% dos desktops brasileiros de acordo com o Net Market Share. O Windows 7, presente em aproximadamente 57% dos computadores, lidera o ranking seguido pelo Windows XP (com 31%).






No último 26 de outubro, a empresa de Bill Gates lançou sua mais nova versão do sistema: o Windows 8. O novo sistema teve alguns números impressionantes já antes do seu lançamento. Em agosto, por exemplo, 16 milhões de computadores possuíam alguma versão preview do sistema. De acordo com a Microsoft, 4 milhões de usuários fizeram o update para o Windows 8 no final de semana seguinte ao seu lançamento.

Disponível nas edições Standard e Pro, o sistema trouxe como principal mudança o fim do menu Iniciar e o uso de uma tela inicial com nova interface. Um novo logo também destaca a tentativa da Microsoft de repaginar seu sistema operacional, que agora funciona também com tecnologia touch. Tanto o Windows 8 quanto o Windows RT - disponível apenas em tablets e computadores com processadores ARM - podem ser utilizados em aparelhos que dispensam o uso de mouse e teclado.

O novo sistema operacional da Microsoft introduziu ainda a Windows Store, com aplicativos disponíveis para o software. A plataforma garante que muitas novidades surgirão para o Windows, que ainda deve apagar muitas velinhas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PC Siqueira - Cabras, espinafre, gays e a Veja

Transplante de célula de focinho faz cão voltar a andar



Cientistas da Universidade de Cambridge conseguiram reverter a paralisia em cachorros, após injetar células retiradas do focinho dos animais.

De acordo com os pesquisadores, as descobertas mostram, pela primeira vez, que transplantando este tipo de células em uma medula muito lesionada pode trazer melhoras significativas e abre novas possibilidades.

"Acreditamos que a técnica pode vir a ser usada para recuperar parte dos movimentos em pacientes humanos com lesões na medula vertebral, mas há um longo caminho a percorrer até podermos afirmar que eles serão capazes de recuperar todos os movimentos perdidos", diz o biólogo, Robin Franklin que participou da pesquisa.

O estudo foi financiado pelo Conselho Médico de Pesquisa (MRC, na sigla em inglês) da Grã-Bretanha e publicado no jornal científico "Brain".

A pesquisa é a primeira a testar transplantes em animais com lesões sofridas na vida real, ao invés de usar cobaias de laboratório.






Em uma parceria do Centro de Medicina Regenerativa do MRC e a Escola de Veterinária de Cambridge, os cientistas retiraram amostras de células olfativas do focinho dos cães e as cultivaram em laboratório durante várias semanas.

Os 34 cachorros que participaram da pesquisa haviam sofrido lesões na coluna que os impediam de usar as patas traseiras.

Em 23 dos cães, foram injetadas células olfativas na coluna; nos outros 11, o chamado grupo controle, foi usada uma solução aquosa neutra, sem nenhum efeito, para ser usado como termo de comparação.

Enquanto muitos dos cachorros que receberam o transplante de células apresentaram melhoras significativas e voltaram a andar, nenhum dos caninos do grupo de controle apresentou movimento nas patas traseiras.

Porque o nariz?
Após chegar a idade adulta, o nariz é a única parte do corpo em que terminações nervosas continuam a crescer.

As células foram retiradas da parte posterior da fossa nasal. São células especiais que rodeiam os neurônios receptores que nos permitem sentir cheiros e convergir estes sinais para o cérebro.

Os cientistas dizem que as células transplantadas regeneraram fibras na região lesionada da medula. Isto possibilitou que cachorros voltassem a usar as suas patas traseiras e coordenar o movimento com as patas da frente.

Em humanos, o procedimento poderia ser usado em combinação com outras drogas para promover a regeneração da fibra nervosa e substituir tecidos lesionados.

Geoffrey Raisman, o especialista em regeneração neurológica da University College London, descobriu em 1985 este tipo de célula olfativa, que foi usada na pesquisa de agora.

Ele avalia que este foi o maior avanço dos últimos anos na área, mas diz que não é a cura para lesões de medula. "O procedimento permitiu que um cachorro lesionado voltasse a usar suas pernas traseiras, mas as diversas outras funções perdidas em uma lesão de medula, como uso da mão, controle da bexiga e regulação de temperatura, por exemplo, são mais complicados e ainda estão muito distantes".

Na pesquisa, as novas conexões não ocorreram em longas distâncias, necessárias para conectar o cérebro a medula. Os pesquisadores do MRC disseram que em humanos isto seria vital para pacientes com lesões na medula, que perderam funções sexuais e o controle da bexiga e do intestino.

Entre os cães com história de sucesso, está Jasper, um bassê, de dez anos de idade. "Antes do tratamento, nós usávamos um carrinho de rodas porque as suas patas traseiras eram inúteis, mas agora ele corre pela casa e no jardim e acompanha os outros cachorro, é maravilhoso", comemorou sua dona, May Hay.




G1

domingo, 18 de novembro de 2012

A xerife da educação


José Maria e Silva-Jornal Opção

A mulher, aparentando uns 35 anos, a­jeita constantemente os óculos, entre doutoral e displicente, como se estivesse prestes a encarnar a Verdade, mas com sabedoria, sem imposição, mediante um convencimento despretensiosamente sedutor. O cenário revela uma nesga de estante em que livros esparsos perfilam entre motivos infantis. A primeira palavra que pronuncia é “gente”, como quem não quer nada, mas o vocativo informal não esconde o tom de pronunciamento ao mundo, motivado pelas redes sociais, que transformam em questão de Estado qualquer papo de botequim. Em seguida, ela explica que resolveu gravar o vídeo ao ver no Facebook a página de uma menina de 13 anos que fala dos problemas na escola pú­blica onde estuda e que se queixa dos colegas de classe por não apoiarem sua iniciativa de tentar melhorar a escola através das denúncias pela internet.

A mulher — que é designer gráfica e formada em artes plásticas pela USP — refere-se ao “Diário de Classe”, da estudante Isadora Faber, de Florianópolis, que virou a mais nova celebridade do país. Não cito o nome da mu­lher para poupá-la de si mes­ma, pois sua fala é constrangedora, tratando-se de uma pessoa adulta que se dirige a uma criança. Neste vídeo-manifesto datado de 27 de agosto último, ela diz: “Isadora, as pessoas não entendem o que você faz porque para cada pessoa como você no mun­do, nascem 100 idiotas, que não têm um pingo de senso coletivo, que não sabem o que é se preocupar de forma saudável com o que está ao seu redor, com as pessoas, com o planeta que está sofrendo”. E acrescenta: “Elas não entendem o seu empenho, a sua preocupação, e eu acho que por você ter essa mente tão evoluída, essa mente tão bonita, tá fazendo uma coisa tão legal”. E enfatiza: “Superapoio a tua fanpage. Superapoio o que você está fazendo”.

Faço questão de reproduzir essa fala porque ela reflete o tom laudatório com que as redes sociais e os meios de comunicação acolheram o “Diário de Clas­se” desde a sua criação em 11 de julho último. “Eu Isadora Faber que tenho 13 anos, estou fazendo essa página sozinha, para mostrar a verdade sobre as escolas públicas. Quero melhor não só pra mim, mas pra todos”, diz a aluna da Escola Básica Mu­nicipal Maria Tomázia Coelho, localizada na Praia do Santinho, em Florianópolis. A postagem de estreia traz uma foto com a se­guinte legenda: “Essa é a porta do ‘banheiro feminino’ da nossa escola que fica no santinho. Nem fechadura tem!!!” Outras fotos foram postadas no mesmo dia, mostrando um vaso sanitário sem tampa, dois bancos quebrados no refeitório, a fechadura desgastada do portão de entrada e a fiação precária do ventilador da sala onde a menina estuda. Um vídeo que mostra banheiros e corredores na hora da aula completa o primeiro dia do “Di­ário de Classe”.

Tribunal de professores

Não demorou muito para que o “Diário de Classe” se tornasse um sucesso na internet e sua autora virasse uma celebridade, sendo usada como exemplo do poder das redes sociais. Mas como sempre acontece com as glórias virtuais, o diário da menina só passou a existir de fato ao ser descoberto pelos jornais, rádios e televisões, ou seja, os meios de comunicação convencionais, o que deve ter sido facilitado pelo fato de os pais de Isadora Faber serem produtores de vídeo. Numa postagem de 5 de agosto, menos de um mês após a criação da página, a menina, com um português precário, já anunciava textualmente: “E sim vamos dar um jeito de levar pra mídia mais (sic) precisamos da ajuda de vocês para deixar mais conhecido ainda, precisamos de publicidade antes, e mesmo que não consigamos mais do que já temos não vamos pensar em desistir de fazer justiça, quero ver qual é o vereador que vai prometer arrumar a escola e se ganhar, realmente vai cumprir os combinados, o que nunca aconteceu”.

Provavelmente, seus pais já estavam entrando em contato com a imprensa, pois, em 14 de agosto, na página 2 do “Diário Catarinense”, apareceu a seguinte nota: “Duas alunas da Escola Básica Mu­nicipal Maria Tomázia Coelho, da Praia do Santinho, em Floripa, criaram uma página no Facebook para mostrar problemas como fiação e maçanetas quebradas e também as melhorias feitas no colégio. O título é ‘Diário de Classe’. Acesse e confira”. Como se vê, ainda não havia nenhum fato para catapultar na imprensa o “Diário de Classe” (afinal não faltam vídeos no You Tube mostrando problemas muito mais graves em escolas, inclusive brigas de alunos), mesmo assim, o “Diário de Classe” foi noticiado na página 2 do maior jornal de Santa Catarina, da Rede RBS. Quem conhece a imprensa sabe que dificilmente se consegue uma nota em espaço nobre de jornal sem haver um fato que a justifique, a não ser tendo influência com algum editor.

Mas o “Diário de Classe” provavelmente cairia no es­quecimento caso se limitasse a denunciar maçanetas quebradas e ventiladores estragados. Em todo ambiente com grande movimento de pessoas é praticamente impossível manter tudo arrumado durante todo o tempo. Em qualquer escola pública do país, por mais bem-cuidada que seja, é sempre possível encontrar problemas idênticos aos denunciados pela estudante catarinense, cuja escola tem 632 alunos. Esse assunto, de tão recorrente, logo perderia o interesse. Isadora Faber conseguiu passar dos 15 minutos de fama não pelos supostos bons serviços prestados à escola, mas pelas profundas desavenças que acabou criando na comunidade escolar. O espaço que começou como um fórum para reivindicar melhorias na estrutura do estabelecimento logo se transformou num tribunal para julgar sumariamente o desempenho dos professores.

A primeira vítima



A primeira vítima do “Diário de Classe” foi o professor de matemática Aloisio José Battisti, que havia sido contratado pela escola, como professor substituto, em 19 de agosto de 2011. No dia 10 de agosto último, quando sua página no Facebook estava pres­tes a completar um mês, Isadora contou que, na aula de matemática, o professor bateu na mesa pedindo silêncio, mas os alunos começaram a imitá-lo, aumentando a bagunça. Ela começou a filmar a balbúrdia, seus colegas perceberam e alertaram o professor. Os pais de Isadora e de sua colega Melina Santos (que dividiu com ela os primórdios da página) foram chamados à diretoria. Segundo relato da própria Isadora, a diretora disse que nada tinha contra a página das alunas no Face­book e só pediu que fosse retirado o vídeo para não expor a imagem do mestre. Mas a Secretaria Municipal de E­ducação de Florianópolis — num primeiro sinal de completo despreparo – afastou de imediato o professor.

Quem conhece a educação brasileira, especialmente a educação pública, sabe que a disciplina deixou de ser um atributo decorrente da autoridade institucional da escola para se tornar mera dádiva dos alunos. Se eles resolverem anarquizar a escola, só Deus para impedir. O Estatuto da Criança e do Adolescente faculta ao aluno fazer o que bem entender, inclusive espancar o professor, como frequentemente acontece e fica por isso mesmo. Hoje, só se consegue alguma ordem na escola com o aliciamento dos alunos indisciplinados, seja por meio da autoridade amiga de um professor carismático, seja por meio de regalias propiciadas pela direção da escola aos alunos infratores, a exemplo do que as autoridades prisionais costumam fazer com o PCC e o Comando Ver­melho. E se o professor é um subs­­tituto, com pouca experiência e conhecimento dos alunos, torna-se ainda mais difícil obter disciplina. Mesmo na rígida es­cola primária do passado, as classes costumavam ficar de pernas para o ar sob a regência um professor substituto.

Por isso, a Secretaria de Educação de Florianópolis foi precipitada ao demitir o professor Aloisio José Battisti já no dia 30 de agosto, menos de 20 dias depois da postagem de Isadora Faber. O professor Battisti é graduado em matemática pela Universidade Federal de Santa Catarina e, como requisito para a conquista do diploma, apresentou em 2002 a monografia “Equações Diferenciais Apli­cadas em Escoamento de Flu­ídos”, com 54 páginas, sob a orientação do professor Sergio Eduardo Michelin, mestre em Física pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutor em Química pela Universidade Fe­deral de São Carlos, com dezenas de artigos científicos publicados, inclusive em revistas internacionais. Se para avaliar um professor, o celular de uma única adolescente vale mais do que o mestrado e o doutorado de duas grandes universidades federais, então para que gastar dinheiro com pós-graduação? Que se fechem as instituições de ensino superior do país e se dê um celular para cada aluno vigiar e punir o mestre. Fica mais barato.

Escola dividida

Ao mesmo tempo em que o professor de matemática foi humilhado e demitido pelo celular de Isadora, a Secretaria de Educação de Florianópolis escalou uma verdadeira força-tarefa para consertar todos os estragos apontados pelo “Diário de Clas­se”. Em reportagem do “Fan­tástico” de 2 de setembro, a secretária Sidneya Gaspar de Oliveira afirmou a respeito de Isadora: “É uma criança que está exercendo plena cidadania. Nós precisamos de muito mais alunos com esse mesmo ideal, com essa mesma atitude”. E na página oficial da secretaria, em matéria publicada no dia 28 de agosto, a secretária classificou como “brilhante” e “saudável” a iniciativa da menina e declarou: “Essa página veio inclusive nos auxiliar no monitoramento da escola. É uma espécie de ouvidoria”. É como se a pasta que administra não tivesse um cronograma de obras e trabalhasse sob a demanda da mídia, insuflada por uma menina de 13 anos.

A irresponsabilidade da secretária de Educação de Flo­ria­nópolis, no intuito de agradar a mídia, chegou a promover a hu­milhação da diretora da escola, Liziane Diaz Farias, que, segundo a mesma matéria oficial, “assumiu a responsabilidade por haver em sua escola uma gestão deficitária”, declarando textualmente: “Eu assumo publicamente que ocorreu fragilidade na administração do estabelecimento. Vamos a partir de agora trabalhar de forma diferente a parte administrativa e a preservação do patrimônio público”. Se fosse verdade o que a diretora se viu pressionada a dizer, ela teria que ser exonerada. Onde já se viu um gestor público confessar que só descobriu problemas em sua administração e resolveu mudá-la radicalmente depois de alertado por uma criança? A secretária de Educação de Florianópolis, Sidneya Gaspar de Oliveira, teria sido mais coerente se tivesse pedido demissão do cargo e indicado a menina Isadora para assumir o comando da pasta.

Poucos dias depois, as autoridades educacionais perceberam que tinham criado um monstro ao se render às exigências do “Diário de Classe”. A Escola Maria To­mázia ganhou maçanetas novas, mas perdeu a paz. Como não poderia deixar de ocorrer, os professores passaram a se sentir vigiados pela aluna de 13 anos, transformada nos olhos da mídia brasileira a devassar a escola. O próximo entrevero de Isadora Faber foi com sua professora de português, que, numa atitude condenável, registrou boletim de ocorrência contra a autora do “Diário de Classe”, consolidando ainda mais sua visibilidade nacional. Ao mesmo tempo, Isadora começou a cobrar de um pintor, pai de uma aluna, a pintura da quadra pela qual ele já havia recebido pagamento. Esse caso gerou ameaças de agressão entre os pais das duas alunas, a casa de Isadora foi apedrejada, sua avó acabou ferida e novos boletins de ocorrência, de parte a parte, foram registrados na polícia.

A escola ficou dividida entre os que defendem Isadora e os que a condenam, e a menina vem sendo levada às aulas pelos pais, devido às ameaças que enfrenta. Desde então, a direção da escola vem promovendo atos cívicos com alunos e professores, tentando trazer um pouco de paz para o ambiente de guerra que impera na escola. Surgiram páginas de alunos e funcionários da escola tentando mostrar o que chamam de “outro lado” do “Diário de Clas­se”, às vezes ressaltando aspectos positivos da escola, outras vezes criticando a família de Isadora Faber. E a Secretaria da Educação de Florianópolis, tentando remendar o estrago, passou a divulgar a boa nota obtida pela escola no Ideb (6,1 pontos), o que a coloca entre as melhores escolas públicas do país. Tardiamente, a Se­cretaria de Educação tenta fazer o que deveria ter feito desde o início: ouvir e respeitar a comunidade escolar como um todo e não render-se de imediato à visão unilateral do “Diário de Classe”, co­mo se uma menina de 13 anos tivesse a solução para todos os problemas do ensino.

Demagogia de jornalista

Comparando as primeiras postagens do “Diário de Clas­se” com as postagens atuais, percebe-se que de desabafo despretensioso de adolescente, que sonhava com 100 seguidores, como ela mesma confessou ao “Estadão”, a página tornou-se um empreendimento de celebridade, cada vez mais gerido pelos pais de Isadora, o engenheiro agrônomo Christian Faber, dono de uma bem-sucedida produtora de vídeos, e a mãe Diamela Leal Faber. Em 1º de novembro, o “UOL Educação” pu­blicou um excelente perfil da família, assinado por Renan Antunes de Oliveira, em que o repórter conta que os Faber são de origem alemã, descendentes dos fundadores da fábrica de lápis Faber-Castell. Para a estratificação social petista, que considera classe alta quem ganha acima de R$ 1.019, a família de Isadora é simplesmente milionária: tem ampla casa na praia com piscina e a mãe tem um Mercedes Benz na garagem. Classe mé­dia alta, para os padrões reais, não petistas.

Segundo o perfil do UOL, o pai de Isadora “parece ressentido com a falta de retorno financeiro da aventura da filha”: “Jamais ganhou um tostão” — diz. Mas, além da fama, ela ganhou um curso de inglês e um notebook novo, doado por ninguém menos do que o jornalista Gilberto Di­menstein — que nunca perde a chance de fazer demagogia politicamente correta com a educação. Com isso, o idealismo de Isadora vai sendo gasto indevidamente por terceiros. Não é papel de criança ou adolescente brigar por me­lhorias estruturais e pedagógicas em escola, até porque lhes falta experiência de vida para tanto. Quem deve corrigir os problemas do mundo de hoje são os adultos. No tempo de seus pais, a criança deve é estudar; caso contrário, quando se tornar adulta, ela estará despreparada para resolver os problemas de seu próprio tempo.

As primeiras postagens do “Diário de Classe” apresentam um português ruim para uma aluna de 13 anos que está quase entrando no segundo grau e ainda por cima quer ser jornalista. Mesmo descontando a inegável culpa da pedagogia construtivista, que ignora a gramática e não corrige a ortografia do aluno, há erros imperdoáveis em seu texto. Antes da revisão de seus pais no diário (admitida por ela própria quando a iniciativa lhe trouxe problemas), Isadora escrevia “mais” toda vez que queria usar a conjunção adversativa “mas”. Numa postagem de 31 de julho, em que re­preende seus professores, ela incorre três vezes no erro: “Al­guns professores falam que é a pior profissão do mundo, mais se eles ficarem parados da no mesmo porque estão recebendo de qualquer jeito. Por favor se não gosta da profissão muda, mais agora ficar parado encostado na porta só faz com que a nossa vida piore e atrase. Isso sim é ruim ver o tempo passar e saber não vou aprender e vou passar de ano, pra alguns é muito bom mais co­migo não é por ai não, ensina ou muda de profissão. Eu a­cho isso”.

Os melhores alunos nessa idade, com um mínimo de leitura, não costumam incorrer nesse tipo de erro. No caso de Isadora, o erro se torna imperdoável, pois os adultos de sua família têm curso superior. Além disso, como o diário pas­sou a ter mais im­portância na sua formação do que a própria escola, os seus pais têm o dever de exigir esmero na redação do mes­mo, contribuindo para o a­perfeiçoamento de seu português. Caso contrário, a menina pode se julgar maior do que é. A mídia já contribui para isso e seus milhares de leitores também. Isadora tem até uma aluna médica, que está aprendendo com ela como fazer um Facebook semelhante ao “Diário de Classe” só que na área da saúde. Um caso para o Con­selho Federal de Medicina examinar e, no mínimo, advertir a profissional. Quem teria coragem de depositar a própria vida nas mãos de uma médica que, em vez de em­pregar o tempo livre na leitura de tratados científicos, prefere se fazer pupila de uma simples criança?







Em todas as entrevistas de Isadora, nenhum repórter se interessou em saber que livros ela já leu, se tem preferência por algum escritor, se gosta mesmo de escrever ou só se interessa pela pichação das redes sociais. É incrível como essa menina foi transformada em xerife da educação brasileira sem que se dê a menor importância para sua formação. Seu Facebook também não ajuda muito: não vi ne­nhum vestígio de livro por lá. É triste ver a mente de uma criança talentosa ocupada apenas com fotos diárias de merenda e maçanetas quebradas. Os pais de Isadora deviam incentivá-la a tirar pelo menos um dia de folga da militância para postar comentários sobre um livro que está lendo, um poema de que gostou, de preferência sem relacioná-los com as desavenças que enfrenta, como faz com as canções que lhe são enviadas, a exemplo da música “Apesar de Você”, de Chico Buarque, que ela dedicou à direção e à coordenação da escola em que estuda.

Há crianças e adolescentes brilhantes pelo país, alguns disputando olímpiadas internacionais de conhecimento, mas a imprensa pouco se importa com eles. Pre­fere transformar em oráculo uma aluna que se notabiliza pela militância da reclamação, não por culpa dela própria, mas por influência dos adultos que a cercam. Nas redes sociais, uma montagem chega a colocar a menina Isadora Faber ao lado do ministro Joaquim Barbosa, como os dois grandes heróis brasileiros. O risco é que a pobre criança acredite que pode mudar sozinha o mundo e, ao perceber que isso não é possível, se torne mais descrente do que seria se nunca tivesse mergulhado tão profundamente nas mazelas humanas. É natural e muito salutar que todo jovem seja um sonhador e acredite na salvação da humanidade. Mas Isadora é muito mais do que uma simples sonhadora — ela é uma ativista. E estão colocando o peso do país em seus ombros.

Prova disso é que, no início da tarde de sexta-feira, 16, ela postou um agradecimento a toda a polícia de Santa Catarina, em seu nome e no nome de sua família, e conclamou a população a não se omitir e fazer a sua parte pela segurança de todos: “Quem puder ajudar de alguma forma, por favor, não se omita, faça sua parte, denuncie, todos temos que fazer nossa parte, é pra segurança de todos. Tenho certeza que a ordem voltará e esses terroristas serão pegos e devidamente punidos. Confiamos no serviço da Polícia. Muito obrigada mesmo”.

Será que a família Faber pensa que sua filha menor de idade é governadora dos catarinenses, presidente dos brasileiros ou ministra do STF? Qual a razão de usarem o “Diário de Classe” para tratar de um assunto tão grave, que nada tem a ver com ele? Essa atitude pode pôr em risco a própria segurança da menina, já que ninguém conhece os limites dos criminosos, a quem ela chama de “terroristas”. A definição é correta (e me alegra saber que os pais de Isadora não pensam o contrário, ficando contra a polícia como faz a imprensa), mas essa declaração não devia estar na boca de uma criança, que precisa ser preservada desse mundo do crime. In­felizmente, apenas oito horas depois, a referida postagem já tinha sido curtida por 4.511 pessoas, compartilhada por outras 297 e recebido 373 comentários, o que estimula a transformação da estudante em celebridade.

Confesso-me constrangido de ter que comentar o caso de Isadora Faber. Ela é quase uma criança e não merece ler ou ouvir críticas de um adulto. Infe­lizmente, dada à sua exposição na mídia, é impossível analisar o caso sem falar dela. Num mundo ideal, justamente para evitar a exposição da filha e da escola, sua família teria parado com o “Diário de Classe”, assim que ele começou a dar problema. Foi o que fez a família da aluna Melina Santos, colega de Isadora, que a ajudava no início das postagens. Os pais de Melina não a deixaram continuar atuando no “Di­ário de Classe”, por entender que isso poderia prejudicá-la. Sem dúvida, um gesto de grande força moral, pois não é fácil renunciar à sedução da mídia. Os pais de Melina são os verdadeiros heróis dessa história, pois souberam dizer não.

A tirania da transparência

O caso do “Diário de Classe” revela uma profunda crise da escola contemporânea, agravada no Brasil por uma legislação que transforma em intocáveis os menores de 18 anos. Certo ou errado, o aluno menor de idade tem sempre razão e pode fazer do professor um refém de suas idiossincrasias. A pedagogia progressista destruiu a hierarquia entre adultos e crianças e um professor já não pode cobrar obediência do aluno — precisa convencê-lo, por meio do diálogo, a aceitar as regras. Como os alunos são 30, 40, 50 por sala e o professor é um só, o mestre está sempre em desvantagem. A maioria das regras de convivência humana não são logicamente explicáveis (se o fossem, seríamos robôs), logo, é impossível fazer com que 50 cabeças diferentes aceitem uma norma apenas através do diálogo. O que seria de uma grande empresa se a cada dia o gerente tivesse que convencer funcionário por funcionário a aceitar as regras que a mantêm? A empresa iria à falência, claro. Assim como a escola brasileira já foi a falência a partir do momento em que a pedagogia progressista igualou aluno e professor, anulando a autoridade do mestre.

A sociedade humana se assenta na divisão do trabalho e a escola é, por excelência, o lugar da divisão do trabalho entre adultos e jovens, em que os primeiros entram com a experiência e os segundos com a disposição para o aprendizado. E, para aprender, além da inteligência, é preciso tolerância, paciência e humildade. Quando uma criança nasce, o destino não a presenteia com os pais perfeitos e, sim, com os pais possíveis e ela tem de aprender a conviver com suas imperfeições. Na escola não é diferente. Se cada aluno se sentir no direito de pegar um celular e sair filmando toda imperfeição de cada professor, não há escola que pare de pé. E não é só a escola — nenhuma instituição se mantém viva se for objeto de semelhante devassa.

Vivendo nesse ritmo, a menina do “Diário de Classe” pode se desiludir muito jovem. O civismo militante cansa a alma. Por isso, a Bíblia recomenda que, em relação às virtudes, uma mão não deve saber o que a outra faz. A escola não pode ser transformada em “re­ality show”, com o assassinato da privacidade através dos celulares dos alunos. A escola tem de ser como a família — um lugar mais íntimo, mais reflexivo, pois as relações hu­manas que se travam nela são complexas, parecidas com as relações entre pais e filhos e entre irmãos. Já imaginaram se os alunos aplicassem aos próprios pais o método que usam com seus professores, relatando em tempo real, os amuos de seus familiares, as pequenas grosserias cotidianas que, mes­mo sem querer, praticamos com os mais próximos?

As instituições, como as pessoas, não sobrevivem sem um mínimo de privacidade. Como diz Caetano Veloso, “de perto ninguém é normal”. Caso a sociedade ache correto todo aluno expor sua escola em tempo real nas redes sociais, então é preciso estender essa medida para todas as demais instituições, como Governo, Parlamento, Justiça, etc. Nenhu­ma instituição pararia de pé se víssemos, em tempo real, as vísceras de todos, inclusive as próprias. Como a perfeição não existe e nenhum ser humano é puro, as instituições só funcionam quando se sustentam no papel social que exercemos e não no ser humano que somos. E a privacidade existe para isso — não só para proteger nossa individualidade dos ataques do mundo, mas também para preservar o mundo do achaque de nossas idiossincrasias.



Grupo da Nasa afirma que viagem mais rápida que a luz pode ser possível




A julgar pelo corajoso trabalho de alguns cientistas, o futuro da exploração espacial parece bastante promissor. Enquanto o maior caçador de planetas americano sai em busca de supercivilizações, um físico da Nasa desenvolve um meio de visitá-las.

Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia, ficou famoso a partir de 1995, quando começou a descobrir uma penca de planetas fora do Sistema Solar -e por pouco não inaugurou esse campo de estudo, iniciado meses antes por Michel Mayor, do Observatório de Genebra.

Encorajado pelo sucesso, ele agora decidiu investir seus talentos em trabalhos mais especulativos. E o surpreendente é que lhe deram a verba -inicialmente modesta, é verdade- para isso.

O dinheiro, equivalente a R$ 400 mil, vem da britânica Fundação Templeton. O plano mais chamativo que Marcy tem para o financiamento é a busca de povos alienígenas extremamente avançados, tão tecnológicos que chegariam a modificar estrelas.

Tais povos criariam estruturas apelidadas de esferas de Dyson (em homenagem ao físico Freeman Dyson, responsável por propor que elas seriam possíveis) em torno de suas estrelas natais.

Elas serviriam para obter o máximo possível de recursos energéticos de determinado astro. E esse "parasitismo" cósmico deixaria traços na luminosidade que escapa da estrela, permitindo, em tese, que telescópios aqui na Terra detectassem tais pistas.

APRESSADINHO

Enquanto isso, Harold "Sonny" White trabalha em um laboratório do Centro Espacial Johnson, da Nasa, para tornar as viagens interestelares possíveis.

Com as tecnologias atuais, atravessar a vasta distância entre as estrelas é dureza. Veja, por exemplo, a espaçonave Voyager-1, lançada em 1977 e hoje o objeto mais distante já enviado pelo homem ao espaço. Se fosse apontada na direção de Alfa Centauri, o sistema estelar mais próximo, ela chegaria lá em cerca de 75 mil anos.

Pior ainda, as viagens interestelares esbarram na inconveniente teoria da relatividade, que dita que nada pode viajar mais depressa que a luz. O limite de velocidade universal seria, portanto, 300 mil km/s -4,3 anos para chegar a Alfa Centauri.

A saída seria usar outro truque da relatividade. Se, por um lado, há um limite máximo de velocidade, por outro a teoria sugere que é possível "curvar" o espaço, compactando-o e esticando-o conforme a necessidade.

Essa foi a premissa usada na série de TV "Jornada nas Estrelas" para impulsionar a nave Enterprise. Encurtando o espaço à frente da nave, pode-se viajar a uma velocidade modesta e ainda assim, para um observador externo, ir mais rápido que a luz.

Ficção? Em 1994, o físico mexicano Miguel Alcubierre escreveu um artigo científico sugerindo que tal feito seria possível, mas exigiria níveis de energia equivalentes à massa de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.

VERSÃO 2.0

Harold White vem trabalhando em cima do problema e descobriu que, mudando a configuração da criação do campo de dobra, é possível obter o mesmo efeito com energia equivalente à da massa da espaçonave Voyager-1, pouco mais de 700 kg.

"As descobertas mudam o status da pesquisa de impraticável para plausível e meritória de mais investigação", diz White, que está montando um experimento de laboratório para testar a ideia.

Usando lasers e uma bobina com forma de anel, ele espera criar a primeira demonstração experimental de uma dobra espacial, que tentará distorcer o espaço-tempo em escalas submicroscópicas.

Ainda é muito pouco para levar uma nave até Alfa Centauri, mas seria ao menos uma prova de princípio.

Mesmo com a redução da energia necessária (e vale dizer que 700 kg de matéria convertida em energia equivale ao consumo anual dos EUA), ainda resta um problema: as distorções para a dobra espacial exigem o que os físicos chamam de densidade de energia negativa.

Isso não é expressamente proibido pela física (no mundo quântico, das partículas elementares, às vezes surgem quantidades diminutas de energia negativa), mas ninguém sabe como chegar lá. Um teste de laboratório talvez seja capaz de funcionar com os efeitos quânticos diminutos que os físicos já geram, mas uma espaçonave exige bem mais.

Para resolver isso, os físicos estão explorando soluções como manipular energia escura (a força de expansão acelerada do Universo, hoje pouco compreendida) e a possibilidade de que existam mais dimensões além das quatro que conhecemos. Há muito trabalho pela frente.


Folha

sábado, 17 de novembro de 2012

Parando o caminhão na calçada


Segundo o Código de Trânsito Brasileiro:


Art. 181. Estacionar o veículo:
VIII - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo;

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Como salvar seu cão em caso de envenenamento

Não acredite em "dicas caseiras" para salvar cães envenenados ou machucados. Um veterinário possui formação e estudou anos para salvar seu bichinho de estimação. Salve seu cão ou gato e depois pense como vai pagar a consulta, não o contrário.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Anatel suspende promoção da TIM




A promoção “Infinity Day” d a telefônica TIM foi suspensa pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A decisão vai ser publicada no Diário Oficial da União hoje ou segunda-feira. Segundo o presidente da agência, João Rezende, a telefônica não informou sobre a promoção quando apresentou seu plano trimestral à agência.
— A TIM apresentou o plano e não nos informou sobre a promoção.
Na campanha, por R$ 0,50 por dia, o cliente pode falar por tempo ilimitado com qualquer número da mesma operadora. A promoção se estende ao DDI. Por R$ 1, é possível falar o dia inteiro com números da operadora.

Segundo Rezende, a empesa não demonstrou de que maneira a promoção vai afetar a qualidade do serviço. O temor da agência é que outras empresas sigam a mesma promoção e haja sobrecarga no serviço. No fim do ano, é esperado uso grande do serviço de telefonia, o que associado à promoção poderia levar à sobrecarga no serviço.
A promoção da TIM começou no dia 11 no interior de São Paulo, em Goiás, em Amazonas e em Mato Grosso.
Procurada, a TIM disse que comunicou toda a sua estratégia mercadológica à Anatel. E, assim que receber a notificação da agência reguladora, a TIM vai se pronunciar sobre a questão.
Vendas suspensas em julho
A Anatel suspendeu a venda de chips da TIM (19 estados), Oi (cinco estados) e Claro (três estados) entre 23 de julho e 3 de agosto. Segundo a Anatel, a decisão teve como base uma análise nacional de indicadores sobre problemas com rede, interrupção de chamadas e má qualidade no atendimento. A TIM, a mais atingida, chegou a recorrer à Justiça.
Depois, em agosto, a agência acusou a TIM de derrubar ligações intencionalmente, afetando 8,1 milhões. A TIM - que tem cerca de 70 milhões de clientes no país - chegou a contratar duas auditorias para contrabalançar a investigação da agência sobre interrupção proposital de ligações no plano pré-pago Infinity. O resultado das auditorias, PricewaterhouseCoopers e Ericsson Brasil, segundo a TIM, confirmariam que não houve derrubada intencional de chamadas.

Educação nos ônibus

Algumas sugestões para ser um passageiro consciente no ônibus:

-Ceda seu lugar para idosos, grávidas e pessoas com dificuldade de locomoção. Um dia, você pode precisar deste gesto;

-Ao ouvir música, utilize o fone de ouvido;


-Está falando no celular? Procure falar baixo. Ninguém precisa ouvir sua conversa particular;

-Caso esteja de mochila e de pé, tire-a das costas e coloque na sua frente, para facilitar a passagem das pessoas no corredor;

-Lembre-se que o correto é o passageiro aguardar o ônibus e não o contrário: Sair correndo atrás do veículo que acabou de sair do ponto atrasa a viagem de todos os outros que já embarcaram, atrapalha o trânsito e você ainda corre o risco de ser atropelado. Se perdeu o ônibus, espere o próximo. Não arrisque sua vida, correndo no meio do trânsito e pense que se você estivesse dentro do ônibus, não ia gostar que ele demorasse mais ainda por causa de um passageiro;

-Palavras que tornam o dia de qualquer pessoa melhor: “Por favor”, “ com licença” e “obrigado”;

-Passe com calma e tranquilidade pelo corredor do ônibus. Evite empurrar as pessoas;

-Caso você esteja ao lado de uma pessoa de pé que está segurando bolsas e mochilas, ofereça uma gentileza: Pergunte se ela quer que você segure alguma bolsa ou mochila.

Pesquisa mostra alto índice de inocentes condenados à pena de morte nos EUA











quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Google Fiber leva banda larga de 700 Mbps para a casa de alguns sortudos



As primeiras conexões do Google Fiber foram liberadas nesta terça-feira (13) na cidade de Kansas City, nos EUA. Os sortudos moradores da cidade, que foram os primeiros a terem a chance de assinar o serviço de fibra ótica do Google, estão sendo beneficiados com uma Internet cuja velocidade média de download varia entre 600 e 700 Mbps com cabo ethernet, e 200 Mbps em rede Wi-Fi






Mike Demarais, um dos primeiros moradores da região a receber a novidade, confirmou ao siteArs Technica que a conexão é tão rápida que chega a ser “inacreditável”. Empolgado, ele garante que “provavelmente não vai sair desta casa” por um bom tempo. Resta saber, porém, quanto tempo levará para o Google disponibilizar esta Internet a todos os seus assinantes da região e também para levar a tecnologia para outros locais.

A lista de próximas regiões a receberem a Internet por fibra ótica do Google contempla as zonas norte e sul de Kansas City, além de Westwood, Westwood Hills e Mission Woods. A região abriga também o Fiber Space, onde foi dado o pontapé inicial do projeto e que hoje mostra detalhes sobre o impacto do Google Fiber na comunidade.






O que é o Google Fiber

O Google Fiber, segundo descrição do próprio site oficial do projeto, “é um tipo diferente de Internet” que oferece conexão 100 vezes mais rápida do que a banda larga atual. O serviço oferecido, porém, é muito mais do que isso. Além da conexão super rápida, o usuário que contrata o plano recebe uma gama de benefícios.

O pacote completo custa US$ 120 (R$ 240) mensais e dá direito à televisão com 160 canais, e ainda vem com uma Network Box, que funciona como modem e roteador, bem como uma Storage Box para armazenamento de arquivos, e a TV Box, que é o decodificador de sinal da televisão. "De brinde", um tablet Google Nexus 7 funciona como controle remoto de tudo.





Techtudo

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MPF quer retirar frase 'Deus seja louvado' das cédulas de reais



O MPF (Ministério Público Federal) quer retirar das cédulas de reais a expressão “Deus seja louvado”. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo entrou, nesta segunda-feira (12/11), com um pedido liminar na Justiça Federal para efetuar a mudança.






A procuradoria argumenta que o Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa. Para o MPF, a frase “Deus seja louvado” atenta contra os princípios da igualdade e da não exclusão de minorias já que privilegia uma religião em detrimento de outras.

“Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: ‘Alá seja louvado’, ‘Buda seja louvado’, ‘Salve Oxossi’, ‘Salve Lord Ganesha’, ‘Deus não existe’. Com certeza, haveria agitação na sociedade brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus”, exemplifica o procurador Jefferson Aparecido Dias, autor da ação (clique aqui para ler a íntegra).

Para o procurador, o objetivo principal do pedido é proteger a “liberdade religiosa de todos os cidadãos”. Embora Dias reconheça que a maioria dos brasileiros professe religiões de origem cristã, ele lembra que “o Brasil optou por ser um Estado laico” e, portanto, não pode tomar partido de nenhuma religião.

No ano passado, quando passaram a ser impressas as novas cédulas de reais, o MPF recebeu uma representação questionando o porquê da permanência da frase no novo modelo.

Durante a fase de inquérito, a Casa da Moeda – local onde o dinheiro é impresso – informou que cabe exclusivamente ao Banco Central “não apenas a emissão propriamente dita, como também a definição das características técnicas e artísticas” das cédulas.

O Banco Central, por sua vez, lança mão da Constituição Federal para justificar a presença da frase. Logo no preâmbulo da Carta Magna, aprovada em 1988, constam os dizeres: “nós, representantes do povo brasileiro, (...), promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil”.

Tradição

Em nota técnica enviada ao MPF, o Ministério da Fazenda afirma que a inclusão da expressão religiosa nas cédulas aconteceu em 1986, por determinação direta do então presidente José Sarney. Posteriormente, em 1994, com o Plano Real, a frase foi mantida pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, supostamente por ser “tradição da cédula brasileira”.

“Não se pode admitir que a inclusão de qualquer frase nas cédulas brasileiras se dê por ato discricionário”, afirma o. Para ele, a legislação brasileira não autorizou o Conselho Monetário Nacional a manifestar preferência por esta ou aquela religião.

Crucifixos

Em março, o TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) havia determinado a retirada dos crucifixos e símbolos religiosos presentes nos espaços públicos dos prédios da Justiça gaúcha.

A decisão, inédita no país, havia sido tomada após requisição da Liga Brasileira de Lésbicas. “É o único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um Estado laico”, argumentara o relator da matéria no TJ-RS, desembargador Cláudio Baldino Maciel.

O procurador do MPF em São Paulo também abordou a questão dos crucifixos em repartições públicas, na ação protocolada nesta segunda. “Quando o Estado ostenta um símbolo religioso ou adota uma expressão verbal em sua moeda, declara sua predileção pela religião que o símbolo ou a frase representam, o que resulta na discriminação das demais religiões professadas no Brasil”, argumentou.

Multa simbólica

A ação também pede que a Justiça Federal estipule multa diária de R$ 1,00 caso a União não cumpra a decisão de retirar a expressão. A multa teria mero caráter simbólico, “apenas para servir como uma espécie de contador do desrespeito que poderá ser demonstrado pela ré, não só pela decisão judicial, mas também pelas pessoas por ela beneficiadas”.

De acordo com o MPF, a liminar não vai aumentar os gastos dos cofres públicos, já que a ação civil pública estipula um prazo de 120 dias para que as novas cédulas comecem a sem impressas.




Fonte

Nas redes sociais, a gritaria dos fanáticos religiosos já começou. Algumas pessoas não conseguem entender que o estado é neutro em questões religiosas, logo louvores a qualquer deus não devem estar presentes em propriedades do estado.



Agência Internacional de Energia reconhece papel do petróleo brasileiro



Excluídos os tradicionais produtores de petróleo, o Brasil tem a "mais brilhante perspectiva" para a produção da commodity no mundo. A avaliação foi feita nesta segunda-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE). A entidade prevê que a produção brasileira diária crescerá 3,5 milhões de barris até 2035, o melhor desempenho fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o segundo maior do mundo, atrás apenas do Iraque, cujo volume deve aumentar em 5,6 milhões de barris.






No relatório anual sobre as perspectivas mundiais da produção de energia, o Brasil recebeu atenção especial e foi tema de um trecho do documento. No quadro "Boom de petróleo no Brasil ganha ritmo", a entidade afirma que, além do aumento da produção dos últimos anos, o País ganha importância com a perspectiva de volumes crescentes nos campos do pré-sal. "Os campos no pré-sal devem guiar a maior parte do aumento da produção brasileira", cita o documento.

Pelas estimativas da AIE, a produção brasileira deve aumentar dos 2,2 milhões de barris diários registrados em 2011 para 5,7 milhões de barris diários em 2035. A estimativa da AIE é de que, no fim desse período, a produção brasileira seja mais que duas vezes maior do que a do México, estimada em 2,6 milhões de barris diários no mesmo ano.

O relatório projeta que o ritmo da produção ganhará força a partir de 2020. Pelas estimativas da AIE, o volume diário brasileiro alcançará 2,8 milhões em 2015, 4,0 milhões em 2020, 5,0 milhões em 2025 e 5,5 milhões em 2030. Ao comentar as previsões de aumento da produção fora dos tradicionais produtores da Opep, o relatório destaca o aumento do peso de fornecedores "não convencionais": o petróleo extraído em águas profundas no Brasil e o óleo leve do Canadá.

Roberto Justus dá lição de moral em Danilo Gentili

O empresário explica a Gentili porque piadas racistas não são engraçadas:


O Direito à Propriedade e a Renda Mínima, Um Novo Olhar



* Franklin Maciel

Imagine a seguinte situação:


Um homem de nome João, que nunca trabalhou formal ou informalmente na vida, vive da renda oriunda do aluguel de 10 imóveis herdados de seus pais. Não se sabe se seus pais trabalham para adquirir estes imóveis ou se foram adquiridos de forma desonesta. A pergunta é: Você acha justo que João, sem nunca ter trabalhado na vida tenha direitos sobre a renda dos aluguéis?


A Constituição Brasileira determina que todas as riquezas encontradas em solo brasileiro são de propriedade da União, portanto da nação brasileira (mesmo que vc encontrasse petróleo ou uma jazida de ouro embaixo do terreno de sua casa, esta riqueza não é sua, pois a sua propriedade se limita ao uso da superfície segundo a lei).


A nação brasileira é o conjunto de todos os brasileiros naturais ou naturalizados, assim, toda a riqueza extraída do solo brasileiro é herança, patrimônio, propriedade de todos os cidadãos brasileiros.

Portanto, toda a riqueza oriunda da exploração do solo brasileiro é de propriedade legítima de todo e qualquer cidadão nacional, à partir do mesmo direito legal que garante a João a legitimidade e direitos sobre os imóveis herdados de seus pais dos quais extrai sua renda e sua sobrevivência independentemente ou não de er trabalhado para adquiri-la.

Deste modo, assim como é garantido à João o direito de exploração de suas propriedades herdadas sem lastro de seu trabalho pessoal através da cobrança de aluguel de seus inquilinos, também é direito de todo cidadão brasileiro, sócio legítimo da nação brasileira, o direito a receber renda e porcentagem referentes à sua parte sobre os lucros advindos da utlização e exploração das riquezas do país, transformadas em matéria-prima que alimenta todos os setores produtivos, do aço das panelas aos aviões da Embraer, independentemente ou não deste ser condicionado à trabalhar para fazer juz à este direito, exatamente como no caso de João e sua renda a base de aluguéis.


Este é o princípio legal que norteia todos os programas de transferência direta de renda, como o renda mínima, renda cidadã, a devolução de parte dos rendimentos obtidos com a exploração de território nacional que é de propriedade de todos os cidadãos brasileiros.

Dessa maneira, programas como Bolsa-auxílio e Bolsa-Família tem como vício de origem dar à entender já a partir de suas nomenclaturas que que seriam benefícios concedidos e não direitos inalienáveis e assegurados,(os governos em todas as esferas que se valem do discursos de benefícios concedidos e não da devolução de direitos agem de má fé) entretanto, ao contrário do que seus detratores alegam, com seus argumentos pífios de associação à esmolas e manutenção de uma multidão de “vagabundos”, o que estes programas fazem na prática, nada mais é do que devolver a legítima parte desses cidadãos no “arrendamento” das riquezas do país para a utilização privada, ou seja, não é, nem nunca foi nem nunca será esmola ou benefício, é direito legítimo à propriedade, base da sociedade capitalista, fundamentada e justificada em garantias de direitos sobre a propriedade privada.



Ao negar esse direito legítimo à divisão das riquezas nacionais, propriedade de toda a nação, portanto de todo cidadão enquanto sócio, invalidamos juridicamente falando, todas as demais garantias ao direito privado sobre a propriedade, condicionando este direito à renda oriunda da exploração da propriedade através da validação por meio de carga de trabalho pessoal compatível.


Deste modo, empresários, arrendatários, locadores, e tantos outros que extraem seus excendentes de renda por meio da exploração de seus bens privados como meios de produção, num processo indireto de locação aos portadores da mão de obra, estariam todos condicionados à levar como salário ou renda apenas a quantia adquirida diretamente por seu esforço pessoal traduzido em força de trabalho, o que ironicamente, os conduziria a uma sociedade socialista.


Em verdade, o que se oculta neste discurso fantasioso contrário aos programas de distribuição direta de renda é a tendência de setores dominantes da sociedade à hierarquizar direitos, separando os membros da nação entre os que tem direitos e os que não tem direitos, entre os que estão sujeitos á lei e os que não estão.


O grave precendente dessa história de tornar “uns mais iguais que outros” é que, uma vez que essa grande parcela da sociedade se articule e descubra que está sendo passada para trás, e que não são atendidas pelos mesmos direitos e obrigações, isto lhes dá a premissa da DESOBEDIÊNCIA CIVIL, pois, dentro dessa dicotomia legal conflitante cria-se jurisprudência para não ser obediente nem a uma nem a outra, afinal, o Brasil é uma nação e não duas, conforme convenientemente vem sendo manipulado há anos pela elite dominante e reproduzido em todas as instâncias institucionais afim de que os desfavorecidos dentro do jogo não percebam a manipulação.





Em suma, negar ao conjunto da população os dividendos oriundos da produção de riqueza nacional, condicionando seu acesso à comprovação através do trabalho em uma escala mais ampla é negar o direito à propriedade de todos, portanto legitimar todo e qualquer ato de apropriação ilegal de propriedades privadas no país que não estejam devidamente alicerçadas no trabalho e na comprovação pessoal deste, em suma, endossamos um Estado de Barbárie onde qualquer um pode, através do uso da força ou quaisquer outros meios se apropriar de qualquer propriedade desde que está não esteja sendo validada no lastro do trabalho pessoal e intransferível do proprietário, condição de 99% das situações.

E aí João, continua achando injusto o direito à renda mínima? Quem sabe não de dar exemplo abrindo mão dos alguéis e pegando no batente?





Josias Franklin Maciel


Cientista Social