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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Resenha do filme "Flores Raras"


Assisti ontem ao filme "Flores raras", sobre a arquiteta Lota de Macedo Soares e seu romance com Elizabeth Bishop (Miranda Otto, melhor atriz que a Glória Pires). Tirando a péssima atuação da Glória Pires, com aquela cara de novela da Globo eterna, o mais impagável no filme é o Carlos Lacerda. Personalista, megalomaníaco e praticamente um bicão de eventos.


Mary Morse (Tracy Middendorf ) que tinha um affair com Lota também, fazendo parte do triângulo amoroso, merecia mais destaque na trama.
Lacerda falando a toda hora que um dia seria presidente é hilário.
Mas o filme é corajoso, por abordar a questão da homossexualidade feminina, tão escondida naquela época.
O problema do filme é que as coisas acontecem muito rapidamente, no desenrolar dos fatos, com o romance dela meio acelerado.
O Rio dos anos 1950 está bem retratado, com computação gráfica recriando a Av. Atlântica com uma pista só e outras coisas.
O filme é passável, mas o núcleo e o padrão Globo estragam tudo.
Vale a pena dar uma conferida em que fim levou a filha adotiva das três (veja aqui).

Trailer:


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